Segunda-feira, Agosto 18, 2008

El viento en la isla. En mi isla de sueños

A noite está acabando, e com ela o dia de hoje, que por alguns momentos foi repleto de esperanças. Pensava que tudo poderia ser como foi um dia, ou melhor. Pensava que estava errado em minhas decisões anteriores e que eu deveria tentar, tentar e tentar, até conseguir. Mas estava errado. O dia seguinte nunca volta a ser como o de ontem, ou o de hoje. Os sorrisos que um dia acompanharam momentos especiais não voltarão, pois agora estes são acompanhados de outros sentimentos, nada dignos de um núcleo familiar.

Ouço um poema de Pablo Neruda, enxugo os olhos para ver o que escrevo, e respiro fundo. Em meio aos meus sentimentos encontro dor, muita dor. Encontro junto a essa dor uma grande porção de decepção. Sim, decepção. Volto a enxugar meus olhos e penso que terei de viver momentos sozinho em minha caminhada para que descubra, com o tempo, os motivos de tanta desordem, de tanta injustiça que tenho vivido no âmbito pessoal, sentimental.

Continuo escutando o poema de Pablo Neruda, penso no que passou, no que poderia passar, e chego à conclusão de que a perfeição é uma imperfeição de sentimentos, de desejos. Por isso, tenho de me acostumar com a imperfeição que terei de viver daqui pra adiante. Só assim poderei encontrar a perfeição. Somente desta forma voltarei a acreditar no que é impossível: a felicidade ao lado de alguém.

Planejo novos destinos, radicais rumos. Busco nos olhares de meus filhos, Pedro e Julia, a inspiração para o que vou viver. Espero em suas palavras a força que precisarei para realizar o que planejo. Como diz Neruda, na voz de Maná, “El viento es um caballo. Ojo como corre por el mar, por el cielo. Quiere llevarme. Escucha como corre el mundo para llevarme lejos”. Si, quiero llevarme lejos. Quiero llevarme hasta al Mexico, hasta otra cultura, otra passion que tengo. Tengo esta passion desde que me conozco como gente, como hombre. Tenía dos matrimonios, como decia a mis amigos, a mis alumnos. Un de ellos se fue, mi mujer Rose. Ahora voy a vivir otro matrimonio, que es la cultura mexicana, los deseos de vivir en la Ciudad de Mexico y poder llevar mis hijos para vivir con yo allá, o entonces por lo minos a pasear de vacaciones allá. En las calles de la Ciudad de Mexico conoci el idioma español, y en estas calles quiero vivir. En estas calles conoci un poco más de la cultura que hace tanto tiempo soy enamorado, y en estas calles quiero respirarla. Quiero vivir, como dice Neruda, “escucha como el viento me llama para me llevarme lejos”. El viento de la Ciudad de Mexico me llama para vivir allá. Voy preparar esto cambio de vida. Si, voy preparar todo.

O que tenho disso tudo é um aprendizado, uma grande esperança de que possa encontrar outro tipo de alegria, de energia, de luz. Lembro-me do pôr do sol que vivi ao lado da mulher que amo em Tocantins. Inesquecível. Gostaria de rever tamanha energia. Mas como ela mesmo disse há pouco, “na há nada a fazer para que isso possa voltar a acontecer”. Ela está certa, pois como disse no começo deste doloroso post, o dia seguinte nunca volta a ser como o de ontem. Um dia jurei que viveria um amor eterno com meus filhos, um amor que certamente não acabará. Usava um anel, uma aliança para este matrimônio, especialmente fabricado no México. Voltarei a usar e a alimentar esse matrimônio: eu, meus filhos e a cultura mexicana. Brilhos de sol que posso esperar para toda a minha vida.

Mis sueños posibles

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Canciones de amor

Julieta Venegas tiene uma musica que cuenta lo que estoy viviendo en mi vida, y por supuesto voy vivir por algunos tiempos: mi divorcio. Como todos los casos, los dos pueden ser los culpados por esto, pero de nada adelanta saber quien es lo responsable, pues la separación non volverá así, con esta respuesta. Como dice Julieta Venegas,

Tú me decias que nada te habia cambiado
y yo te decias que cambiaste todo para mi.
Tú me decias que estaba triste con la vida,
pero yo nunca te creí.
Estoy tan cansada de las canciones de amor.
Siempre hablan en un final feliz.
Bien sabemos que la vida nunca fuinciona así.


Por esto quiero vivir solo de ahora por adelante, con mis sueños y mis deseos. Con mis hijos y mis búsquedas de alegrías. Solo así puedo vivir con aire, sin la posibilidad de tener nuevas decepciones. Tengo mis hijos y quiero que la persona que amo tenga una vida con alegrías y non con viva triste más. Por esto non quiero más matrimonios en mi vida. La soledad puede ser buena cuando si quier vivir solo. Vivir solo muchas veces es una forma de amar.

Dia dos pais ao lado de preciosidades

Recordo-me como foi meu primeiro dia dos pais, em 1994. Estava em São José dos Campos, com minha família e meu filho Pedro, recém nascido, chorava e sorria compulsivamente. Foram bons momentos aqueles, e eu sequer imaginava como ele se repetiria nos anos seguintes. Depois a comemoração ganhou um reforço meigo, com o nascimento da Julia, minha princesinha, que deu nova graça ao dia, sempre me acompanhando pelas comemorações.

Hoje comemorei meu 14º dia dos pais como pai e meu 36º dia dos pais como filho, ao lado de meus filhos e de meu pai. Mas este dia contou com um novo atrativo: meu irmão Marcos, que comemorou seu primeiro dia dos pais do lado de cá do balcão. Foi um barato imaginar isso, e vê-lo com a bela Maria Clara no colo, desfilando pelas pessoas. O meu cunhado Eduardo eu o vejo comemorando este dia há dois anos, sempre com a atenção que o meu sobrinho Daniel merece. E minha irmã Lara preparando as festas com a Isabela, a caçulinha.

Mas este dia não existiria para todos nós se um pai ausente não tivesse cumprido tão bem seu papel: o meu avô Milton. Ele nos ensinou muito bem o que é ser ético, atencioso, carinhoso e acima de tudo amigo. Foi um grande cara, responsável por boa parte de minha formação pessoal, e graças a ele posso escrever estas palavras, homenageando-o pela primeira vez.

Ao terminar este post descobri que não tenho nenhuma foto dele. Afinal, sua presença física se encerrou há quase oito anos. Porém, posso contornar com uma imagem que ele tanto gostaria de rever, que é a de meus irmãos reunidos, como ele sempre gostou de ver. Coisa de quem dá valor ao amor de família.

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

Uma música para agradar aos ouvidos

Me esqueci de deixar aqui um presente do escritor Pablo Neruda interpretado pelo Maná. Trata-se de um poema muito bonito, mas o vídeo que colocaram é horroroso. Delicie-se.

Coisas da vida: sinais de melhora para todos

A vida é salva pelas possibilidades infinitas de melhora. Como dizia o eterno Raul Seixas, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter a velha opinião formada sobre tudo”. Não costumo ter, apesar de alimentar por muitos anos alguns desejos pessoais, como viver no México, fazer uma tatuagem que se relacione com a América Latina e ser feliz, muito feliz. Nem sempre a felicidade tem a cara e o jeito que a gente imagina. Mas que ela existe, ah, isso existe.

Prova disso é o que me ocorreu nestas semanas. Depois de viajar o mês inteiro com meus filhos (praia de Itamambuca – Ubatuba, museus e zoológicos de São Paulo e a fazenda do meu avô Oscar) e de enfrentar momentos de crise sentimental por causa de minha nova e metamórfica condição civil recebi a confirmação de minha participação de outro congresso na Colômbia, em outubro. Sim, outro, pois eu já ia no Primeiro Encontro de Redes de Investigadores em Comunicação, um evento que será organizado pela Universidad La Sabana, Bogotá, e que reunirá palestrantes e investigadores de duas redes de investigação: a RAIC e a Red INAV, esta última da qual faço parte e sou um dos fundadores. No congresso, sou conferencista sobre cinema brasileiro num painel de cinema ibero-americano, além de coordenador de uma mesa de trabalho sobre narrativas na rede, repleta de trabalhos brasileiros.

Bom, o outro congresso será bem interessante também. O evento, organizado pela Pontifícia Universidad Javeriana, também de Bogotá, acontecerá em conjunto com a Semana de Cinema Colombiano, e receberá financiamento do Ministério da Cultura daquele país. Sim, serei custeado pelo Governo da Colômbia, o que me deixa extremamente feliz com tudo isso. Vou ministrar duas conferências, sendo uma delas no próprio Ministério da Cultura.

Bom, agradeço por aqui as palavras de minha ex-aluna, a Bianca, que num comment anterior assinou como Bia, um apelido que não conhecia. Como só tinha uma amiga com esse jeito carinhoso de chamar, pensei que fosse outra pessoa, a Bia Salomão. Bom, BIAnca, obrigado por suas sábias, atenciosas e confortantes palavras. Espero vê-la em breve, e quero que tenha muita felicidade em seu novo caminho também, assim como eu espero ter nos meus.

A noite de Bogotá deve ser maravgilhosa, como todas as noites andinas, terra pela qual sou apaixonado

Sábado, Julho 26, 2008

Terminar a noite com Kika é sempre bom

Almodóvar é um louco mesmo, mas com uma sábia loucura. O cara consegue misturar sexo, humor, loucura, fetichismo, suspense e protestos em uma única obra, e com produção relativamente barata. Exemplo disso é a obra Kika, produzida em 1993 e que apresenta maluquices de todas as formas em plena Madri. Terminei minha semana assim, assistindo novamente à obra Kika, treinando meu espanhol e matando a saudade de Madri, uma cidade que tanto gosto. A semana foi cheia, com direito a Fazenda Serrote, zoológico, Simba Safari (agora Zoo Safari), avenida Paulista, Aguário de SP (meio chato) e centro de SP.

Mas a noite continua, e estou enrolando para ver se o sonho chega por aqui. Li um post bem legal da Bia, que imagino ser a Salomão. Suas palavras vieram de encontro com uma necessidade enorme que tinha de lê-las. Mas o dia foi cheio de coisas, dentre elas uma sessão de cinema com meus filhos. Na telona, Kung-fu Panda, um desenho que me fez rir demais. Segundo a minha filhinha Julia, fui o mais risonho do Cinemark. Acho que fui mesmo.

Mas aporveitei para colocar algumas coisas em dia, como os artigos que foram submetidos à mesa de trabalho 3 - Narrativas na rede, do encontro de redes que vai acontecer em Bogotá, em outubro. Serei o coordenador deste GT e tenho responsabilidades. Também aproveitei para colocar meu lattes em dia (tá crescendo) e preparar o artigo que vou apresentar num outro congresso na Colômbia, no mesmo mês, só que no final.

Bom, é isso. Vou ver o que tem de bom na televisão, pois a noite para mim está só começando. Quem disse que ando com sono? Claro que não. Tenho tanta coisa pra pensar, e o que mais tenho feito é tentar criar novos sonhos, planos para os meus dias que virão. Já tenho alguns, sozinhos, por supuesto, y en Madri o México.

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Estoy viviendo sin aire en estos días, por supuesto

Si, tengo vivido sin aire en estos días, solo en mi camino. Pero tengo tres oxigenios para pe ayudar: Pedro (mi hijo), Julia (mi hija) y los sueños. Si, la esperanza es lo que tengo de mejor en estos días, pues con ella puedo mirar nuevos retos para mi vida.

Tengo un gusto muy grande por el grupo Maná, de México, y estoy siempre a escuchar sus musicas. Hace un buen tiempo que escucho las melodias de los mexicanos de Maná, pero solo ahora estoy listo para hacer una lectura de sus musicas, como en "Vivir sen aire". Es una musica que dije sobre lo que estoy viviendo, pero sobre lo que voy superar, por supuesto. Tiene mucho de mis sentimientos en ella.

La música presenta los sentimientos y los deseos de una persona que está sin su amor, por diversas razones. Esta persona tiene deseos de que una historia mejor, con la presencia de su amada, pero non es posible. Yo conozco esto, y sé cual es el senimiento de vivir con estos deseos.

Bueno, mire las palavras de Maná en esta musica y después puede escucharla en el link abajo.

Vivir sen aire

Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría quererte un poco menos.
Cómo quisiera poder vivir sin ti

Pero no puedo, siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.

Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera calmar mi aflicción
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría robar tu corazón.

¿Cómo pudiera un pez nadar sin agua?
¿Cómo pudiera un ave volar sin alas?
¿Cómo pudiera la flor crecer sin tierra?
Cómo quisiera poder vivir sin ti.

Pero no puedo, siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.

Cómo quisiera...

Cómo quisiera lanzarte al olvido
Cómo quisiera guardarte en un cajón
Cómo quisiera borrarte de un soplido
Me encantaría matar esta canción.


Domingo, Julho 20, 2008

Rayando el sol es lo que quiero luego para mi

Estou vivendo um momento de reconstrução, com uma frieza necessária quando as tentativas se esgotam e o desejo de ser feliz de novo supera os sonhos que até então moviam os atos e o coração. Mas tomar tal atitude não é fácil. Sinto dor, tenho momentos de recaídas, quero ligar, ouvir a voz, penso nos momentos que poderíamos ter, lamento os que deixamos de viver, enfim, fico à beira de uma reconciliação. Mas a razão bate forte, apesar da dor, e com isso sigo em frente com minha decisão.

Nestes momentos da vida nos tornamos mais sensíveis. Recebemos com mais facilidade as mensagens artísticas, mesmo que em outros idiomas. Parece que buscamos em todos os cantos explicações ou justificativas para o que sentimos. Olhamos ao redor e só vemos pessoas vivendo o que queríamos tanto viver.

Sinto dor, me conheço e reconheço, percebo com mais facilidade os sentimentos e desejos. Ao mesmo tempo, descubro o porto seguro: meus filhos. Os dois sentiram, mas disseram que torcem para a minha felicidade, e que já tinham percebido. Ainda tenho forças como a da minha irmã caçula, que disse: "pode contar com os seus irmãos, sempre, Denis. Aqui você tem ombros à sua espera". Assim mesmo, continuo sensível às mensagens algumas vezes subliminares da arte.

Agradeço aos que me perguntam o que se passa. Agradeço aos que olham, me abraçam e não perguntam nada. Agradeço aos que nem sabem o que se passa. Agradeço aos que tentam dar conselhos. Agradeço, acima de tudo, à pessoa que tentou comigo alcançar um objeivo comum, realizar um sonho compartilhado até o último segundo, e junto comigo não conseguiu. Ao menos podemos dizer que tentamos até o fim. Será que tem fim? Não sei ao certo. A resposta sobre o que sinto neste momento pode estar na letra traduzida da música Rayando el sol, do Maná, que postei junto ao vídeo abaixo.

Raiando o sol

Raiando o sol
Raiando por ti
Sentir isto me dói, me queimo sem teu amor
Não mais me chama, estou desesperado
Faz muitas luas que por você tenho chorado

Raiando o sol, oeooo, desespero,
É mais fácil chegar ao sol, que ao seu coração
eu morro por ti, oeooo, vivendo sem ti eu no agüento,
me dói tanto estar assim, raiando o sol.
À sua casa eu fui e não te encontrei
No parque, na praça, no cinema eu te busquei,
Tenho você presa em meu pé e minha alma
Mais já não posso e tanto quero estar junto a ti.

Raiando o sol, oeooo, desespero
É mais fácil chegar ao sol que ao teu coração,
Eu morro por ti, vivendo sem ti, e não agüento,
Me dói tanto estar assim, raiando o sol.

Raiando por ti,
Raiando
Raiando uuuh, raiando o sol
Raiando ai, ai, ai, ai, raiando o sol
Raiando.



Domingo, Julho 06, 2008

Detalhes vermelhos: Batismo de sangue e Person numa única noite

A noite deste sábado, 05/07, foi caprichada. Começou com o documentário Person, da vj Marina Person sobre seu pai. Em seguida, assisti à triste, mas maravilhosa, obra Batismo de sangue, que apresenta como plot a luta dominicana çontra a ditadura, tendo como personagens o Frei Betto e o Mariguela, dentre outros da mesma época.

O documentário Person é uma arte difícil de se produzir. Na obra, a também documentarista Marina Person relata a história da vida de seu pai, o cineasta Sergio Person, a partir de sua morte. Para isso, lança mão de entrevistas com importantes integrantes do meio artístico brasileiro, tanto do teatro como do cinema. Dentre os nomes estão Jean-Claude Bernardet, Raul Cortez, Carlos Reichenbach, dentre outros. E acaba mostrando um cineasta que muitos desconhecem, e poucs admiram. Um cineasta que esteve sempre envolvido com seus projetos pessoais e seus pontos-de-vista, com aportes políticos e sociais. Um anarquista que se dedicou a dirigir olhares cinematográficos.

Em seguida, no Batismo de sangue, acabei conhecendo os bastidoes e os detalhes de uma importante fase do cenário político brasileiro das décadas de 60-70, quando a repressão e o medo tomavam conta de nosso país. Na obra, é possível conhecer as formas de organização e a importância de uma ala da igreja no combate ao militarismo, e ao mesmo tempo conhecer a submissão de outro lado da mresma igreja à força de Fleury e seus capangas. A história é triste, mas fundamental para se compreender o que se passa nos dias de hoje, assim como em outras obras audiovisuais, como o documentário Entreatos, de João Moreira Salles, que retrata um Frei Betto engajado até o pescoço no cenário político de esquerda. Boas obras audiovisuais para um sábado a noite.

Terça-feira, Julho 01, 2008

O mundo está caótico? E você, já tentou melhorá-lo?

Acabei de assistir ao interessante documentário "Sociedade do Automóvel", produzido por Branca Nunes e Thiago Benicchio, que revela olhares sobre o significado da utilização do automóvel nos dias de hoje e os resultados caóticos disso tudo.

Compartilho totalmente com o professor de jornalismo Jorge Rafael Renard, demitido pela PUC de São Paulo depois de entrar com processo contra a instituição. O mesmo declara que há motivos muito maiores em se desejar um carro, além da declarada necessidade de locomoção. Para ele, as classes sociais são construídas também em função do carro que o indivíduo tem. O mesmo diz, ainda que nunca teve desejos em ter um carro e que prefere coisas menos materiais, como viajar "indefinidamente pelo mundo".

Também compartilho com as idéias apresentadas pelo outro professor João Campos, que se diz adsepto às bicicletas como veículo principal. Para ele, é preciso estreitar as ruas e ampliar as calçadas. Ora, o que é mais importante: o espaço dos carros ou o espaço das pessoas? Prefiro os seres humanos. E por esse motivo resolvi aderir à scooter, que me leva para todos os cantos e não atrapalha as pessoas, como um carro pelo asfalto urbano. Assista ao video que você vai entender. Parabéns,

Domingo, Junho 29, 2008

Nina, de Heitor Dhalia, é film noir e anarquismo na tela

Assisti ao filme Nina, do cineasta brasileiro Heior Dhalia, e fiquei impressionado com a produção do cara. A obra ofecere ao espectador uma estética noir num clima extremamente underground, e de quebra mantém na tela uma narrativa intertextual de primeira.

A obra apresenta a história de uma jovem bissexual que está totalmente envolvida em drogas sintéticas e uma vida totalmente fora do normal. Cheio de problemas com grana, a jovem Nina vive pressionada pela dona Éulália, uma senhora que aluga um quarto de sua casa para reforçar a renda.

Mas a loucura supera as expectativas dos espectadores. A menina faz de tudo, e em meio aos seus mangás e caricaturas. E esses desenhos acabam fazendo parte da narrativa do diretor, que tem em sua filmografia outras obras malucas, como "o cheiro do ralo", também underground. As duas obras são boas indicações para um domingo à tarde.

A dor é universal... mas também a esperança

Acabo de assistir ao filme Babel, dirigido por Alejandro González-Iñárritu, depois de inúmeras tentativas. O filme é realmente bem forte (ainda não havia assistido inteiro) e mereceu toda a importância dedicada à obra na época de sua exibição. Realmente, para mim, ele bateu com uma enorme força, me balançou e me jogou de cima para baixo, e de baixo para cima. Saí dele atordoado, como deveria ser. Mas tudo foi reconfortante quando resolvi ler a sinopse. O que vi lá? Encontrei a frase “a dor é universal... mas também a esperança”.

Essas palavras tocaram profundamente meus pensamentos. Foi importante ler a palavra ESPERANÇA da forma que foi lida, no momento em que a encontrei. A atmosfera estava fortemente propensa para a assimilação da mesma, num momento em que a desesperança e a dor tomam conta dos ares ao meu redor.

A esperança é renovadora, reativa a alma, os pensamentos. Quando penso na palavra esperança, no momento em que vivo, penso nos meus filhos, num abraço gostoso ou numa brincadeira no sofá da sala. Imagino o sol brilhando num entardecer. Quando penso nesta esperança, coloco-me sobre as pirâmides de Teotihuacán, transporto-me para a ponto sobre o rio Tejo, em Toledo, avisto os Alpes andinos rumo a Lima, ouço Charango, do Equador. Quando desejo esperança, viajo pelos metrôs madrileños, caminho pelo dia de Córdoba ou pela noite de Santiago de Compostela. Enfim, quando penso em esperança, sinto ao meu redor tudo o que mais amo.

Sinto que a esperança entra e sai de meus pensamentos no momento em que vivo.A dor caminha ao lado da esperança, num revezamento em ritmo de ondas, submergindo e emergindo a força de vida que tenho. Coloco-me em condição bipolar, com esperança e dor em meu coração. Pego-me lembrando das alegrias que tive e que tenho, e em seguida sinto dor por não tê-las mais. Então choro, me embaço atrás de lágrimas. Daí penso que as coisas podem melhorar, tento escrevê-las com dificuldade visual por causa das lágrimas, e sinto de novo a alegria de quem tem esperança. Mudança, dor e esperança.

Divido aqui palavras que podem traduzir o que sinto agora, neste momento, atrás das lágrimas e da esperança. Quero caminhar, mas tenho medo do que deixo para trás. Quero viver, mas me preocupo com o que estou deixando na vida. Quero sorrir, mas sinto que para isso ainda precisarei chorar. Até um post mais animado, como eu costumo ser.

Pedro e Julia: sinônimos de ESPERANÇA

Domingo, Junho 22, 2008

Uma nova companhia

Em um dos posts anteriores disse que estava realizando um sonho que adquiri desde que conheci a Espanha pela primeira vez: ter uma scooter como meio de transporte diário. Meses depois de retornar da viagem descobri uma enorme diferença entre o brasileiro e o europeu com relação ao setor automotivo. O europeu compra carros e motos para locomoção, por um motivo prático, enquanto o brasileiro o faz por motivos estéticos, de status social.

O objeto que compramos deve ter um motivo de existir, de ser consumido. Do comtrário, tal consumo só poderá ser justificado por questões relacionadas à Teoria Crítica, promovida pela Escola de Frankfurt. Ora, o consumo de um bem por motivos de status, de afirmação social, só existe por causa dos meios de comunicação de massa, que constróem a imagem de que algo é imprescindível porque dessa forma o consumidor será visto de outra forma pela sociedade com quem convive.

Mas eu não tenho apego material. Também deixei de me preocupar com o que as pessoas pensam de mim há tempos. Acho até que nunca pensei, de fato, o que facilitou esse processo de mudança. E quando fui a Madri, em 2006, me deparei com pessoas indo trabalhar vestidos em sobretudos bonitos, ternos e gravatas, sobre pequenas e singelas scooters, as versões modernas das "lambretas" que tínhamos. E na segunda vez que fui àquela capital me deparei com uma nova realidade: um festival de "vespas" andando pelas ruas, matérias publicadas nos jornais do país falando da importância de se locomover com motonetas pela cidade, colaborando, assim, com a diminuição da intensidade do trâsito, além de minimizar a poluição do ar.

O que eu fiz no começo do ano passado, em 2007? Fui dar uma voltinha numa scooter da Suzuki que estava sendo oferecida para test drive. Achei uma delícia, mas considerei que precisava pensar mais, até porque naquele momento seguia de outra forma européia de se locomover: a pé. Mas há pouco mais de uma semana resolvi realizar esse sonho e comprei uma scooter amarelinha que tem me acompanhado todos os dias. Com ela faço compras no supermercado, vou ao banco, vou estudar e ainda relaxo a cabeça quando questões pessoais pesam no cérebro. Ela tem sido uma companheira e tanto. E em sua homenagem segue uma foto tirada dela há pouco. Está natural, sem o Photoshop da Mulher Melancia, como disse o Borda.

Sexta-feira, Junho 20, 2008

Blog de cara nova: mais luz aos meus caminhos

Resolvi mudar algumas coisas na vida. Mesmo contrariando a racionalidade de alguns dos meus atos (ao menos em minha mente)resolvi tomar rumos em minha vida que envolvem um clarear de ambiente. Em determinados momentos da vida precisamos tomar decisões que de certa forma "contrariam" o que naturalente seria feito, para podermos colher frutos mais coloridos no futuro.

Como o tempo está para mudanças, para facilitar miha absorção disso tudo resolvi trabalhar com cores no blog que podem fortalecer a minha atitude. Em primeiro lugar, coloquei um fundo branco. A cor clara vai iluminar minhas palavras, minhas idéias, meus atos e, espero, meu futuro relatado por aqui. A cor azul provoca paz e esperança, coisa desejada por mim neste momento, apesar de ser, como disse a Julian Cunha, um Fênix sempre pronto para se reconstruir. O calor que quero é outro. Com isso, colo co este ambiente do jeito que desejo mina vida, a partir destas mudanças.

É isso. O ambiente que agora ofereço é um retrato do que quero para mim. Sempre relato o que penso, o que desejo, mas sempre através das palavras, muitas vezes de forma metafórica. Agora quero provocar visualmente os meus desejos mais íntimos, mesmo que de forma subjetiva, subliminar, semiótica. Analise da forma que quiser, e puder.

Quinta-feira, Junho 19, 2008

Mudanças na vida, para melhor

Chega de falar aqui da UFPEL, aquela porcaria de faculdade de cinema e animação no sul do Brasil. Fiz o que pude fazer para compartilhar com todos a falcatrua promovida pelas professoras do curso de Cinema e Animação para colocar naquele quadro docente seus amigos. Consegui, com a carta, sensibilizar outros concursos públicos ocorridos nestes dias, que sofreram alterações na hora H para manter uma seriedade com medo de sofrer com uma possível, e garantida, denúncia. Agora minha briga será om a reitoria diretamente, e com a justiça, através do Ministério Público daquele Estado.

Bom, continuo feliz com minha vida acadêmica. Me preparo para o 1o Encontro de Redes de Pesquisa em Comunicação e Audiovisual, que acontecerá na cidade de Bogotá, em outubro. Neste, serei painelista sobre o cinema Íbero-americano e também coordenador de GT sobre Narrativas Audiovisuais. Muito bom isso, tendo em vista o reconhecimento latino-americano do meu trabalho e minha dedicação. Também participo no final de agosto do Colóquio Brasil-Espanha, na UnB, e em setembro do CIANTEC 2008, no Mackenie-SP. Em outubro, de novo na UnB, componho uma mesa temática sobre cinema interativo e em novembro vou para a Metodista (a minha casinha), onde componho uma mesa do SBPJor. Uma delícia. Sentirei falta do Intercom este ano (muito caro, não dá), mas vou apresentar dois trabalhos em co-autoria, um no GT de Novas Tecnologias (eu, o Squirra e a Maria) e outro provavelmente no de Audiovisual (eu, a Luisa e sua orientanda de mestrado, da UFG). Além disso, tem a UTPL, no Equador, que deve ser uma interessante luz no meu caminho. Sou apaixonado pelos Andes, e Loja fica no topo dele, em terras equatorianas. A alegria do lugar é contagiante, e a hospitalidade é na mesma proporção. Saudades de Loja e seu ar rarefeito.

Minha vida pessoal continua na mesma, com luzes de mudança (acredito qeu para melhor, pois toda mudança pode ser uma luz no fim do túnel, luz essa que procuro há um tempo). Mas agora tenho uma nova companhia nessa luta: minha tão esperada Scooter Burgman 125 cc, da Suzuki. Me recordo das ruas de Madri quando estou pilotando a minha. É muito bom, e nostalgico também.

Ainda não tenho imagens da verdadeira, mas resolvi dar uma canja com a que tenho aqui, com a imagem de uma igualzinha. A diferença da minha é que tenho um baú preto para carregar coisas, muito prático, por sinal, e ainda não coloquei a bolha para proteger.

Scooter, para mim, é um estilo de vida. Viver simples sobre uma Scooter é algo que descobri dese que comprei a amarelinha. Você aprende a viver com menos pressa, com mais simplicidade e ainda tem tempo de curtir a vida. Já tive muitas motos grandes, de até 800 cilindradas, mas encontrei a verdadeira liberdade na minha burgmanzinha. A próxima será uma Burgman 400 cc, eu acho. Uma coisa eu sei: essa de 125 cc me oferece liberdade e VIDA, pois é muito mais seguro andar devagar do que correr, como eu sempre fiz.

Sexta-feira, Junho 06, 2008

Carta aberta de repúdio à UFPEL – Universidade Federal de Pelotas

Na semana passada, entre os dias 26 e 30 de maio, o Instituto de Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas realizou um concurso para professor assistente destinado ao curso de Cinema e Animação, que segue em seu segundo ano de existência. Porém, o concurso, que durou quatro dias e teve como objetivo o desenvolvimento do departamento e de seu novo curso, contou com diversos fatos obscuros e questionáveis.

Na homologação, um candidato foi aceito com titulação em Antropologia Social, quando o edital definia as áreas de interesse e renegava este campo do conhecimento. Mas este candidato oferecia em contrapartida experiência na área solicitada pelo programa. Contudo, o edital é soberano e se havia a possibilidade de abertura de espaço para candidatos de outras áreas seria necessário constar no mesmo como áreas afins, como ocorre em outros programas. Mas até este momento, nada ainda de muito fora do normal.

Os problemas começaram a surgir a partir do primeiro dia, 27/05, na prova de títulos. Alguns candidatos não levaram documentos originais e a banca, formada exclusivamente por professores do programa, não sabia o que fazer nesta hora. Isso representa uma fragilidade no que diz respeito a concursos, o que é inadmissível, pois um resultado errado pode comprometer o desenvolvimento do curso, financiado neste caso pelo Governo Federal.

No segundo e no terceiro dias, 28 e 29/05, o primeiro grande problema. Diferente de outros concursos, a primeira prova realizada na seqüência da de títulos foi a didática, seguida da entrevista. O estranho é que a entrevista serve para tirar possíveis dúvidas da banca. Ora, se as provas ainda não foram concluídas, não há como existir dúvidas para desempates, o que injustifica esta seqüência.

No quarto e último dia, 30/05, nova surpresa. A prova escrita, realizada sem que os candidatos conhecessem suas notas anteriores, foi realizada no tempo de seis horas, seguida minutos após seu término pela prova de leitura. No final, os professores da banca entregaram os títulos e combinaram que fariam a leitura e a abertura dos envelopes na terça, 03/06, quando seriam enviados os resultados imediatamente para os candidatos de outras cidades, por e-mail. Porém, até hoje estes resultados não foram enviados. Além disso, seria difícil fazer a cerimônia de abertura de envelopes que nunca foram fechados, ao menos com a presença dos candidatos.

Bom, com muita insistência dos candidatos, acabamos descobrindo o resultado da “abertura” dos envelopes por um dos três candidatos de Pelotas que pôde comparecer à cerimônia. Neste momento, começam as maiores controvérsias. O primeiro lugar, Guilherme Carvalho da Rosa, e a segunda colocada, Cíntia Langie Araújo, todos professores substitutos da instituição, foram os vencedores com notas 10 em quase todos os quesitos. Ocorre, contudo, que a prova de títulos tinha peso 4 na avaliação, e a produção científica de ambos era a mais baixa entre todos os candidatos, e de forma gritante. Enquanto ambos possuem quatro publicações em revistas científicas e apenas um ano e meio de docência, outros candidatos apresentavam produções que chegavam a 12 anos de docência e doutorado (enquanto ambos possuem apenas a graduação e o mestrado recém-finalizado) e até 35 publicações sobre o tema e em revistas Qualis Internacional. Tal resultado demonstra que, apesar da subjetividade possível na avaliação das provas escrita e didática (que em momento algum foi definido o objetivo das mesmas), o mesmo merece atenção. A prova de títulos é matemática, clara. Mas o que ocorreu demonstrou ao menos uma deficiência aritmética da banca julgadora. Seria somente isso, se os professores não fossem os substitutos da mesma instituição, o que é lamentável. O curso, como foi dito, é de uma universidade federal, financiado pelo Governo Federal, dos paulistas, cariocas e mineiros, e não somente pelos gaúchos. Além disso, é um curso novo que poderia dar força aos estudos sobre cinema no Brasil, principalmente se obtivesse, a partir de uma contratação justa e limpa, docentes de peso para tal tarefa.

Fica aqui minha lamentação, por ver um curso novo que tinha tudo para obter bons resultados no campo do cinema começar desta forma, com os conhecidos vícios do meio, presentes em algumas instituições brasileiras. Como brasileiro, jornalista, estudioso no campo do audiovisual e documentarista, deixo meu grito de repulsa a esta realidade que ainda assola a academia. Mas como tenho a esperança de que isso ocorra de forma clara nos próximos processos seletivos, peço para que todos estejam atentos. Afinal, o Brasil ainda é “nosso” e fazemos parte do processo de construção do mesmo, que precisa ser digno, ético, claro e justo, para todos.

Denis Porto Renó
Associado SOCINE
Nucleado em Audiovisual – Intercom
Membro-fundador da Red INAV – Rede Ibero-americana de Narrativas Audiovisuais

Terça-feira, Junho 03, 2008

Os passos estão no sentido certo, apesar da confusão direcional que possa parecer

Depois que a Beth me apresentou um tal de Portal Inovação adquiri o costume de consultar sempre para saber como anda minha produção científica. Pretendo ficar, como mandou a minha orientadora, entre os primeiros, sempre, e esse site é um bom termômetro.

O Portal Inovação é um endereço eletrônico do Ministério da Ciência e Tecnologia que tem como objetivo mapear a produção científica brasileira. Através da Plataforma Lattes eles definem quem é quem na ciência brasileira, e para mim é importante saber como estou. Afinal, sou um cientista. E para a minha surpresa, recebi as primeiras boas notícias de hoje (espero que tenham mais). Veja o ranking nas áreas em que pesquiso:

Cinema Interativo: 1 do Brasil, dentre 165 pesquisadores
Cinema: 80 do Brasil, dentre 8.660 pesquisadores
Audiovisual: 6 do Brasil, dentre 1.885 pesquisadores
Narrativas Audiovisuais: 12 do Brasil, dentre 145 pesquisadores
Documentário: 11 do Brasil, dentre 2.884 pesquisadores
Comunicação: 158 do Brasil, dentre 40.409 pesquisadores
folkcomunicação: 8 do Brasil, dentre 182 pesquisadores
Jornalismo: 58 do Brasil, dentre 4.906 pesquisadores


Fico feliz com tais posições, em especial a do cinema interativo (minha tese de doutorado) e a de Audiovisual também, pois é bastante concorrida e ampla. Tem tanta gente que coloca lá coisa nada a ver com a área.

Bom, termino por aqui, pois tenho de me concentrar nas novidades que podem surgir mais tarde. Preciso me preparar para uma notícia nada boa, pois tudo é possível, apesar de todos falarem que será positiva. Parece que estou andando na direção certa. É, isso aí.

Segunda-feira, Junho 02, 2008

De volta ao calor ribeirãopretano

Engraçado. A alguns dias eu estava enclausurado em um frio quarto de hotel, agasalhado e com janelas rigorosamente fechadas, enquanto o dia cinza e gelado imperava no lado de fora. Nuances de um Brasil continental, pois estou agora em Ribeirão Preto, em minha casa, de short e sem camisa, calçando um par de Havaianas. Só no Brasil mesmo.

Pois é, mas se tem uma coisa que está esfriando por aqui é meu coração, por ansiedade de descobrir o que vai acontecer nas próximas 48 horas. O que vai ser do futuro que desejo? Vou conseguir conquistar o que estou almejando? Sei lá, mas a certeza que tenho é de ter dado o melhor de mim e de saber que, de fato, como disse o Luiz, por mérito e matemática devo conquistar. Mas como temos forças ocultas em situações ocmo essa, tudo pode acontecer.

Correr atrás de um sonho é algo que somente alguns se preocupam. Construir um caminho para que esse sonho se realize também é difícil, pois diversas propostas para sair do caminho surgem neste meio tempo, em especial quando o assunto é grana. Mas eu fui firme. Superei crises pessoais, financeiras, sentimentais, profissionais, e estou aqui, com um lattes "impressionante", como disse a banca. Tenho duas pastas enormes, lotadas, contando todos os certificados que conquistei. E tudo só eu sei como foi difícil conquistar. Agora é hora de colher frutos de tanta semente.

Bom, só volto a escrever na quarta, pela manhã, quando devo ter novidades, boas ou ruins, sobre meus sonhos e sua realização. Até lá.

Desejo visualizar diariamente este pôr do sol, por muitos e muitos anos, definitivamente.

Sábado, Maio 31, 2008

Esperança em frente ao carrinho de bagagem

Por um tempo eu sonhava viver em aeroportos, com mochila em punho, viajando de um lado para o outro. Parecia que isso era legal. De fato é, mas quando se fica muito tempo em hotel, a volta, mesmo no aeroporto, fica chato.

Pois estou teclando direto do aeroporto, esperando a minha hora de fazer check in. Chego por volta das 17 horas em SP e vou em seguida para SJCampos para ver meus filhos. Estou com saudades deles, e de casa também, mas valeu a viagem. Cresci muito neste período, e pensei na vida com igual intensidade. Talvez, parte do crescimento destes dias tenha sido a reflexão sobre a vida.

Trago na bagagem um montão de esperanças. Esperança de nos próximos dias colher a semente plantada. Esperança de que essa semente cresça e dê muitos frutos. Esperança de que o cinza volte a ser colorido. Aliás, está um céu azulado, totalmente claro, apesar do frio que sopra aqui no sul. Parece que estou dentro de uma geladeira com luz, pois estou com uma camiseta, uma blusa de lã e uma jaqueta de nylon, super quente. Isso eu gosto, mesmo que seja em aeroportos.

Quinta-feira, Maio 29, 2008

CInza ou colorido? Eu prefiro um ambiente multicor, definitivamente

A paisagem pela janela continua cinza, nublada. Mas a imagem por trás de tanto visual fio parece estar cada vez mais colorida, o que me anima muito. Cores novas, com renovados significados, que podem compensar o acinzentado que a vida nos mostra e nos coloca no caminho.

Sim, a minha vida anda passando por um processo de reconstrução fílmica, como se estivesse vivendo a fase formativa de Serguei Eisenstein. Realmente, como eie definia muito bem, o filme (neste caso, o filme da minha vida) é uma seleção de fragmentos que combinados dão ao diretor (eu) um discurso que ele desejara. E nestes discursos, o som e as cores, combinadas no momento certo, podem cooperar nesta construção. O cinza anda cooperando com certas decisões, de fato.

Mas da mesma forma que Eisenstei dizia isso, outro teórico, Dziga Vertov, acreditava que o realismo era fundamental. Parte de um movimento que correu de forma marginal às idéias formativas, os realistas acreditavam que a manipulação e as possíveis combinações para uma nova mensagem tiravam a legitimidade deste discurso. De fato, é preciso viver verdades para construir um filme. Mas o sonho é uma verdade? Não enquanto for sonho. E somente a partir de sonhos temos realidades desejadas e concretizadas. Portanto, coloco-me novamente ao lado dos formativos russos Eisenstein e Pudovkin, além de adotá-los de forma intensa em minha tese de doutorado.

Bom, termino hoje por aqui. Preciso terminar de ler um importante livro para meus compromissos de amanhã, sob um colorido disfarçado de cinza presente nesta época do ano nos céus do sul.

O cinza é a primeira cor do color bar, se lermos da esquerda para a direita (ocidentalmente). Portanto, o colorido está chegando em meus dias, certamente.

Terça-feira, Maio 27, 2008

Atrás do cinza da janela pode ser multicolorido

Novamente, sinto como se fizesse parte do livro "Professores", do punk e professor de cinema Carlos Gerbase. O dia está frio e estou num bom hotel do centro da cidade, no décimo segundo andar. Olho para fora e dou de cara com a paisagem acinzentada comum em dias frios no sul do continente. O céu brilha como abril em Madri, no final do inverno europeu.

Estou sentado numa escrivaninha de madeira escura, anos setenta (mas cafona) e em frente ao espelho. Esse móvel deve servir de penteadeira, objeto que não uso. Penso no que vou fazer daqui a alguns momentos. Não sei se saio para almoçar ou se como as poucas coisas que comprei no supermercado, guardadas no frigobar do hotel. Claro que perguntei se podia fazer isso antes, pois não estou disposto a pagar micos desse tipo. Penso no que vou fazer e não chego a conclusão alguma.

Amanhã será um dia decisivo. Na realidade, a manhã será decisiva. A tarde será de preparativos para a manhã de quinta e, de certa forma, para a manhã de sexta. Enquanto isso, vou planejando o que fazer e observando o que tem ao meu redor. Frio, cinza, esperança. Isso tudo está me rodeando neste momento. E em minha frente o frio teclado do notebook. Mas dele podem sair calorosas esperanças.

Jefferson, o responsável por me apresentar o Gerbase escritor. Eu conhecia as batidas dele nos Replicantes, mas como roteirista e escritor eu o desconhecia completamente. Lembro-me ao olhar ao meu redor do capítulo 1 do livro, quando o cara chega em Pelotas (onde é professor) e se hospeda no hotel de sempre. No quarto, para complementar a pobre mobília, está a escrivaninha onde ele coloca seu computador e desenvolve seus trabalhos. Sinto-me nesta escrivaninha desenvolvendo meus trabalhos. Mais quais trabalhos? Ainda não sei.


Madri em dia nublado é assim

Segunda-feira, Maio 26, 2008

Aeroporto é coisa de louco mesmo...quase um sonho

Estou teclando aqui do Aeroporto de Guarulhos (desconhecido como Aeroporto Internacional André Franco Montoro) escutando um som legal pacas: o grupo punk gaúcho Os Replicantes. O som deles é bom pacas, e fazia tempo que não o escutava. Meu, como é legal escutar de novo "Surfista Calhorda", "Festa punk", etc. Bom mesmo, e graças ao eMule.

Bom, estou aqui me preparando para voar. Daqui a três horas embarco para um provável novo futuro. Daqui a três horas eu dou um importante passo para a retomada. Como no cinema macional,q ue viveu a retomada em meados dos anos 90, de fato, também estou prestes a viver isso. E se der certo o que venho desenvolvendo, posso realizar com apeas 35 anos (quase 36) um sonho que tenho para a minha vida. Com isso, poderei correr atrás dos outros sonhos acadêmicos relacionados a esse com mais calma e foco. Quem sabe... chances eu tenho, como diz a minha querida orientadora Beth Gonçalves.

Aeroporto é um lugar engraçado. Tem gente de todo o tipo. Aqui mesmo na minha frente acaba de parar um gurpo de quatro pessoas com quatro carrinhos de bagagem. O que eles levam? Uns quarenta baldes verdesdois isopores enormes (daqueles que transportam camarão clandestino do nordesta para SP), um tubo engraçado e dois latões de leite, fora um carrinho com três embrulhos enormes de saco de lixo preto. Será que são pesquisadores? Parece, e se bobear de agronomia. Quem sabe da Embrapa? Nossa, quanto chute.

Sei que como tenho um tempinho antes de comer no McDonalds (a comida mais barata do aeroporto, quase popular perto dos outros restaurantes) fico aqui (agora escutando Tarancón) escrevendo e observando ao meu redor. Afinal, é sempre bom ficar de olho no momento em que um maluco bandido pode resolver sentar ao meu lado para roubar meu notebook. Aqui é foda. Fora da área de embarque é muito perigoso mesmo.

Bom, chega de escrever. Continuo com outro post amanhã, depois do primeiro passo dado. Vou continuar escutando Tarancón por aqui, mas paro de postar neste ponto.

Uma homenagem aos sonhos de Akira Kurosawa, um cineasta japonês que realmente conseguiu transformar os sonhos em um concretismo imagético

Sexta-feira, Maio 23, 2008

Sonho que se sonha sonha só é só um sonho... mas sonho que se sonha junto é realidade

O título deste post é uma frase de uma música do maluco beleza Raul Seixas. Mas será que sonharo sozinho é só um sonho mesmo? Será que a vontade de realizar o sonho, mesmo sozinho, pode ser um caminho para a realidade? Bom, continuo sozinho em minha casa. O silêncio é abafado pela televisão, pelas músicas punk rock que resolvi escutar hoje ou pelo teclado de meu notebook. Estranho ficar sem falar por diversas horas, ainda mais uma pessoa como eu, falante por natureza. Mas pode ser o começo de um futuro.

Mas na tarde de ontem um amigo que tenho me tirou do silêncio. Como é bom ter amigos. O Jeff me ligou e disse: "queridão, vem comer um churrasquinho aqui em casa! Vc fica aí, sozinho e ansioso. É uma merda isso". Ele adivinhou mesmö, e eu fui. Foi uma trade muito legal, ao lado da Mari, da Glaucia e do Raul. Conversamos sobre uam porrada de coisas, bebemos, comemos, bebemos e bebemos. Foi legal.

Mas hoje é um novo dia, assim como amanhã, depois e depois. Em seguida, terça-feira, começa uma nova maratona acadêmica para mim. Estou numa torcida animal, preparado para tudo. Mas claro que o que gostaria é de ter o sucesso esperado neste compromisso que tenho com a academia e comigo mesmo. Pode ser o começo de uma nova fase, ou o final de outra. Espero que depois desta maratona eu continue a sorrir, como fiz por tanto tempo em minha vida.

Enquanto isso, preparo minhas malas mentais para uma viagem muito legal que devo fazer em outubro, para Bogotá. Não conheço a Colombia, mas tenho um grande gosto de conhecer aquelas terras andinas. Sou apaixonado pela América Latina, tanto que gostaria de pesquisar sobre isso no pós-doutorado. Quem sabe dar continuidade aos meus estudos de doutorado, ou então entrar para a folk de uma vez, agora pensando em vídeos populares. Acho que será bem legal. Posso lutar para ficar um tempo em Loja, outro em Bogotá ou Medellin, em Piura ou LIma (Lima é melhor) e por fim em Buenos Aires e Córdoba (ah, Córdoba, claro), onde tenho o amigo Alfredo Caminos por lá.

Bom, enquanto isso tenho que vencer alguns obstáculos mais urgentes. Preciso, ainda, fazer um download do filme "o homem que copiava" e se der da obra "cinco vezes favela". Consegui encontrá-los no emule, mas estou em dúvida se faço ou não. Vou pensar. Agora vou mesmo é almoçar/jantar uma pizza toscana que comprei no Carrefour quarta-feira. Com coca-cola? Não, esse mal eu parei de consumir. Vou tomar mesmo um sucão de maracujá para somar com os efeitos dos florais que estou tomando. Ufa.


Ao lado da equatoriana Kruzkaya Ordonez, em Loja, quando ministrei um curso sobre documentário em sistema digital, em outubro de 2007

Quinta-feira, Maio 22, 2008

Ando só, mas procuro caminhos acompanhados, ao menos dos sonhos

Neste momento a música dos Engenheiros do Hawaii estão dignas de minha pessoa. Estou só, em minha casa. O computador em meu colo, no sofá, enquanto a televisão passa, sem som, a Ana Maria Braga. Odeio essa mulher, e quase tudo o que sai da TV Globo, mas não tnho vontade de mudar de canal. "Ando só, como um pássaro voando..."

Me preparo para estudar e provocar uma rebordose em minha vida. Preciso mudar, alterar o que se passa. Alterar para melhor, ou para a mesma coisa em outros ares, novos horizontes. "Ando só, como se voasse em bando..."

Meus planos agora são criar novos caminhos, provavelmente definitivos, em ares mais frios, onde as pessoas precisam se aquecer, naturalmente. Estou carente de um forte abraço, de um beijo molhado, de um carinho apaixonado. "Desate o nó que te prendeu a uma pessoa que nunca te mereceu..."

Enquanto isso, vivo das sombras do passado. Mas sou capaz, como fui anteriormente, de construir um ambiente para se viver, de isolar o que me machuca. Sei que preciso disso para viver, e me espanto com a força interior que tenho. "Pois só eu sei andar sem saber até quando..."

Mas enquanto não construo esse novo habitat, vivo momentos de dor, de falta de energia. Confesso que já me habituei a viver com isso, mas não sinifica que a dor não esteja ardendo em meu peito. "Ando só", como finaliza a canção do Humberto Gessinger.

A caminhada será longa, mas sei que existe uma estrada a seguir

Terça-feira, Maio 20, 2008

Tá nervoso? Tome florais de Bach

Ando meio nervoso, ansioso para ser mais claro, por causa de um desafio que terei pela frente, em breve. Sempre que tenho algum desafio para superar um nervosismo bate em mim e meu coração parece sair pela boca. Ando com aboca fechada para impedir que ele pule. O cara tá na minha língua.

Mas na manhã de hoje resolvi tomar florais de Bach. Nunca tomei isso e nem acreditava. Mas resolvi acreditar e com uma aflição danada fui comprar um frasco. A experiência foi única. Fui a uma farmácia homeopática e pedi um floral para relaxar. A mulher que me atendeu (não sei se é farmacêutica ou dona do lugar) abriu um livrinho e começou a me mostrar, através de consulta verbal, o que eu posso ter. Absurdo isso, né? Assim, qualquer pessoa pode consultar.

Em seguida, outra coisa louca. Definida a composição, a responsável começou a anotar as flores que vão na fórmula e escreveu um nome fictício de um médico, e disse: " vou colocar um nome qualquer para não ter problemas com a vigilância sanitária". Ora, que paíse é esse? Assim, posso comprar outros remédios por lá, do tipo "vou ficar doidão"? Bom, comprei assim mesmo, antes que meu coração estourasse de tanta aflição.

Pinguei as minhas gotinhas e fui me ocupar com a edição do vídeo do Jeff. Depois, no caminho de casa ponguei de novo. Confesso que estou mais calmo, e parece que o livrinho pode ser considerado um excelente médico para florais de Bach. Enquanto isso, na farmácia que eu fui... outros frasquinhos saem sem receita médica. Indiquei um para o Jeff também, que na semana que vem terá sua arguição de mestrado. Para iso que serve o vídeo que estou editando. Não gostou do texto? Pingue cinco gotinhas de florais que ficará mais fácil de aceitar, hehe.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Músicas que traduzem um momento da vida

Dias atrás vivia momentos de angústia, dor e inquietude. As mudanças nem sempre são para melhor, como a gente deseja. Claro que esse "melhor" pode nem existir, mas desejamos e fazemos planos de vida, de realizações. Enfim, quando a casa cai, o teto fica aberto. Aberto para chuvas de canivete, mas também pode ficar aberto para uma noite estrelada.

Bom, pensei, pensei e cheguei a conclusões muito pessoais que me fizeram bem. Tais conclusões tiveram a colaboração de amigos queridos e suas palavras bondosas. Agora que respirei, posso voltar a escrever. Mas hoje resolvi colocar apenas dois sons que traduzem minha vida atual. E, claro, como bom brasileiro que sou, duas músicas tupiniquins que canto quando penso na minha vida.

As duas são dos Engenheiros do Hawaii. Na verdade, são do Humberto Gessinger. O cara é bom mesmo, marcou a trajetória da minha vida e ainda está presente em minhas idéias, mesmo quando são de jerico.


Ando só



Pra ser sincero

Terça-feira, Maio 13, 2008

Assisti 33 pela 33ª vez e continuo encontrando novidades

Na noite de ontem assisti ao documentário 33, de Kiko Goifman, pela 33ª vez, provavelmente, e continuo achando que ele foi um dos melhores documentários produzidos no Brasil. Para mim, na verdade, ele fica entre os melhores que eu já assisti, ao lado de Nascidos em Bordéis, O homem com a câmera, A pessoa é para o que ela nasce e outros mais.

Goifman coloca em sua obra um gostinho de Film Noir de forma clara. Sua opção pelo preto e branco aumenta a expressividade do escuro, do olhar escondido, do voyerismo, essências presentes em investigações. Afinal, um investigador precisa ser discreto, e a escuridão é a melhor arma para isso.

Mas o que me chamou a atenção, e que ainda não havia visto (até mesmo porque a cópia que eu tinha, em VHS, era horrível e limitada, pois foi copiada de uma edição exibida na TV Cultura, em 2004), foi a inserção de diversos frames em um momento do filme. Nesta hora, Kiko Goifman, diretor e protagonista da obra, começa a relembrar de coisas que foram faladas por alguns dos entrevistados sobre a busca por sua mãe biológica.

O cara é bom mesmo. E para ampliar esse sabor de narrativas intertextuais, Kiko Goifman coloca as imagens diurnas, quando está caminhando pelas ruas de Belo Horizonte, estouradas de luz, ou seja, mostra que com a luz diurna nada se consegue enxergar quando o assunto é investigação. A busca é ofuscada pela luz, ou seja, isso deve ser feito à noite mesmo.

Jean-Claude Bernardet estava certo quando disse que o documentário 33 marca uma nova fase para o documentarismo brasileiro. Mas ele foi além das idéias de Bernardet, que ficaram entre a linguagem e a produção em sistema digital.Goifman apóia-se, para produzir um gênero cinematográfico nada amigo da Indústria Cultural, em ferramentas da comunicação de massa, como a televisão e os jornais. E, para contrariar ainda mais as coisas que faz, transforma os receptores em coadjuvantes do documentário, através do blog criado por ele para divulgar na rede como andava a sua busca pela mãe.

A obra está à venda na 2001 Vídeo e é entregue em poucos dias na residência do comprador. O vídeo custa, ironicamente (e propositalmente) 33 reais. Era de se esperar. Uma pena não encontrar uma cópia para o blog, mas achei um trailer da obra no UOL. Veja, clicando aqui.