Terça-feira, Junho 02, 2009

Como as novas tecnologias podem alterar uma narrativa

As novas tecnologias digitais podem alterar drasticamente uma narrativa, e isso está acessível a qualquer um, graças à aproximação dos programas de edição. Para mostrar isso, posto aqui um trecho alterado da obra A Queda – os últimos dias de Hitler", que foi alterado totalmente através da legenda.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Faz tempo que eu não escrevo por aqui... e faz mesmo. Estava ensaiando para colocar letras que traduzam os filmes que tenho assistido (e foram muitos) ou as reflexões sobre a vida que quero desenvolver. Nada... nada e mais nada. Até que resolvi escutar um som da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado, uma banda que curto muito mesmo. E eles me contaram sobre uma poesia do poeta paraibano Zé da Luz, chamada Ai se Sêsse. Amei e resolvi dividir com quem lê esse pacote de letras organizadas. Será que são organizadas mesmo??? Não sei.


Ai se sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse.

Zé da Luz

E para aproveitar o post, lá vai um vídeo de uma música que adoro do Cordel do Fogo Encantado: "O amor é filme", que toca no filme Lisbela e o Prisioneiro, outra obra que curto demais. Bom divertimento.

Quinta-feira, Março 26, 2009

O brilho do ouro

Hoje foi um dia brilhante. Brilharam alegrias, sorrisos, olhares. As luzes de cinco estrelas vindas de uma constelação maravilhosa alegraram meu dia, que também teve muita luz. A luz é algo que fascina os seres humanos, por sua beleza e sua energia. Mas hoje os brilhos ultrapassaram as expectativas de todos os envolvidos. Que bom, eu fui energizado por tanta luz.

Agora, enquanto escrevo este post escutando a música "Voltei Recife", do Alceu Valença, bebendo cerveja deitado na cama, penso e me pergunto: como é o brilho do ouro? Ah, tento me responder mas tenho dificuldades para chegar a uma conclusão sólida. O que percebo é que a relação do calor emitido pela luz do ouro é inversamente proporcional que o frio produzido por esse metal, ao tocar na pele. Mas o brilho ainda assim fascina.

O brilho do ouro proporciona outros brilhos, como o dos olhos de uma mulher ou de um homem que sentem um amor forte e sincero. Nem sempre é possível sentir algo tão nobre, apesar de todos, no fundo, desejarem tal sentimento, que arde sem doer. E pensando nisso entendo o motivo de tanto ardor que tenho em meu peito nestes últimos quase dois meses. Sim, quase dois meses de sentimentos ininterruptos que me fazem querer mais e mais. E quero mesmo.

Pela hora da noite encerro por aqui, deixando um recado: amo você. Quem tem que ler sabe o que quero dizer.

Quarta-feira, Março 18, 2009

Gerbase ainda sopra em meus ouvidos

Semanas atrás li novamente o livro "Professores", do punk e cineasta Carlos Gerbase, que também é professor de Comunicação Social e provavelmente viveu parte das histórias de sua obra. Postei algo sobre o livro e em determinados momentos me vejo amarrado a algumas sensações descritas por ele. Não quando o assunto é Isabel, Lilian ou Joana, mas sobre algumas sensações ao chegar em quartos de hotel ou quando o assunto é defender ideais.

Escrevo este post deitado na cama da "casa dos professores" escutando um Cd dos Replicantes, uma banda gaúcha que teve a participação do próprio Gerbase como integrante. Apesar de me sustentar, pois estou super cansado, resolvi escrever porque me veio ao pensamento o primeiro trecho da obra, quando o professor Max chega a Pelotas numa noite fria e se dirige ao quarto de hotel pago pela universidade em que trabalha. Estou aqui, sozinho num quarto financiado pela instituição e a frieza daqui é maior do que a do quarto do professor Maximiliano na cidade de Pelotas. Me sinto um Max, apesar do calor que existe na cidade.

Mas apesar de tanto frio dentro desta casa, meu coração vive hoje uma onda térmica das maiores, com a convivência cada vez mais bonita com a Lu. Conhecê-la me afastou de coisas a la Gerbase. Entre nós existe tudo, menos o frio. Conosco existe tudo, menos a solidão. E para nós existe tudo, menos as coisas ruins. Adoro adorá-la, e isso é muito bacana. Na verdade, descobri que queri mais do que tenho, e que certamente terei. ;E pra você, Lu.

Terça-feira, Março 10, 2009

O que é o tempo?

Estive pensando ontem pela manhã sobre algo que me incomoda há tempos: o que é o tempo. Por várias vezes me questionei sobre tal significado, que possui uma subjetividade e uma relatividade digna de um post para discutir a respeito com diversas vertentes. Quem sabe dá tempo de discutir a respeito o suficiente e chegar a um denominador, mesmo que não seja comum.

Tempo é algo que sempre corremos contra ele, pois sempre queremos mais tempo, exceto quando o tempo significa espera. É horrível esperar, ainda mais para pessoas ansiosas que se puderem burlam o tempo e seguem somente nas partes boas da vida. Tal atitude é errada. Como diz uma pessoa querida, "tudo fica bem quando chega no final. Se não estiver bem é porque não chegou a hora". O mesmo é dito por outra pessoa, que acredita no tempo como termômetro natural da vida.

Certa vez assisti a um filme meio contra a minha vontade, pois era proveniente das obras holllywoodianas que viram Sessão da Tarde em menos de dois anos após lançado. A obra, chamada Click, parecia boba no começo, mas quando terminou eu estava adorando o discurso e até chorar no final eu consegui, como se estivesse assistindo algo a la Godard ou obras brasileiras, como Ensaio sobre a Cegueira, Diários de Motocicleta e Central do Brasil. Não, era uma obra norte-americana que falava sobre o controle do tempo por um jovem executivo que recebe de presente um aparelho que obedece suas vontades. Com isso, o mesmo passa a ser o controlador de sua vida. Porém, percebe no final que tudo deve ser vivido naturalmente, sem pular etapas.

Ao mesmo tempo, deve-se encarar as etapas com naturalidade. O melhor termômetro para isso é o coração, ainda mais se ele é controlado por um cérebro maduro, que tem planos e calos a lembrar. Os planos incentivam e os calos controlam, o que garante um equilíbrio entre estes dois extremos emoção e razão. Isso justifica uma necessária coragem para encarar o mundo de uma forma melhor. Como diz a banda Pato Fu, "tempo, tempo, mano velho, falta um pouco ainda, eu sei, pra você correr macio". Tempo é algo pra deixar correr macio, "como um novo sedã".

Somo tudo isso a algo que a mãe da mesma pessoa querida disse e chego à conclusão de que tempo realmente é algo particular, que nos prende a padrões definidos provavelmente por quem não queria ter tempo, ou decidiu dar tempo ao tempo. Provavelmente não teve tempo de pensar sobre o que é o tempo. Essa mãe disse à pessoa querida que "com três meses de namoro com seu pai estava noiva e com seis me casei". Enquanto isso, conheço pessoas que passam anos, algumas vezes década namorando. No final, nada dá certo. Em outros casos, tudo seguido de acordo com a cronologia socialmente correta, e o casamento dura menos que a tal cronologia padrão. Pergunto: qual o tempo ideal que garante a felicidade entre dois seres, que nem querem saber de tempo?? Afinal, tempo e sentimento são duas palavras que soam parecidas, mas na verdade vivem em posições extremamente opostas.

Mas o tempo não se refere somente ao sentimental e às coisas que queremos viver. Estou sentado ao lado de um jovem doutor em Direito. Não doutor porque fez Direito e é advogado, como minha irmã Lara e o irmão dessa mesma pessoa querida. O jovem é doutor porque fez Doutorado em Direito, e não possui mais que 32 anos. Ora, já deu tempo? Sim, deu tempo. E ainda há tempo para que outros com mais ou menos idade façam o mesmo e realizem seus sonhos, pois isso sim não tem tempo pra esperar.

Finalizo essa discussão nominando os culpados pelo tempo. Os primeiros culpados por ele somos nós mesmos, que nos escondemos atrás do tempo para justificar frustrações, desinteresses ou mesmo medos. Por esse motivo, desde outubro de 2008 eu não uso relógio, e só vejo as horas quando realmente preciso do tempo. Não é mais o tempo que dita a minha vida, mas o contrário: agora, eu sou o comandante de meu tempo, livremente definido por mim e pelos compromissos que eu tenho assumido. Mas enquanto isso, controlo minha vida sem tempo de pensar no tempo. Os outros culpados pelo tempo são aqueles que não vivem, pois quem corre do tempo ou atrás dele esquece de coisas fundamentais na vida, como as descobertas, os momentos, as alegrias, os sorrisos. Coisas como estas, apesar de desinteressadas pelo tempo, tiveram tempo de buscar um rival no significado da vida: o tempo.

Segunda-feira, Março 09, 2009

Liberdade... delícia

Ia postar sobre um tema que havia dito pela manhã com uma pessoa especial, mas me esqueci qual era. Então, resolvi postar sobre um tema mais condizente com o que vivo agora. Algo que traduz o que estou sentindo neste momento, enquanto viajo pra Ribeirão Preto, sentado na poltrona 25 do Rápido Ribeirão: liberdade.

Liberdade é uma condição que se conquista, e não que se impõe. Conquistamos isso aos poucos, com luta, perseverança, apesar de ser algo naturalmente do ser humano. Quer dizer, deveria ser, mas por motivos sociais deixamos isso de lado desde que nascemos. Claro que algumas liberdades precisam ser avaliadas, pois podem ultrapassar a liberdade do próximo. Porém, a liberdade é algo da natureza, e poderia ser dos animais humanos também.

Bom, vivo agora um esperado sentimento de liberdade. Um sentimento de liberdade que me permite me prender, definitivamente, num desejo e num sentimento mais amplo que tudo isso. Um sentimento que pode proporcionar sensações de liberdade, com responsabilidade, sempre. Escuto Lenine ao escrever isso, um cara que aparentemente adora a liberdade, e respeita as liberdades de seus semelhantes. Mas o melhor disso tudo é sentir a leveza que só a liberdade proporciona. Só isso que tenho pra falar neste momento. Quem deve ler certamente lerá e saberá. Quem não precisa ler, pode ler, mas continua sem entender. Esse post é parcialmente dirigido a uma pessoa: a que proporcionou a liberdade. Obrigado.

Domingo, Março 08, 2009

Ele voltou, o boêmio voltou novamente

Mais de um ano sem jogar, muitos quilos a mais, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, três vezes o melhor jogador do mundo, brasileiro, camisa nove do Corinthians, fenômeno. craque, lutador, e todos os outros adjetivos que um craque merece escutar depois do jogo de hoje contra o rival Palmeiras. Um brasileiro que serviu de inspiração para o músico Marcelo D2.

Ronaldo foi alvo de críticas por todos os cantos do mundo, por seu peso e por sua conduta fora do campo. Também foi alvo de comentários sobre sua improvável volta ao futebol, o que ele realmente sabe fazer direito. Mas a volta aconteceu, e no lugar certo: em um dos mais importantes times do país.

Bom, mas esse post não se refere ao Ronaldo propriamente dito. O que podemos aprender com isso tudo é que somos capazes de conseguir superar todas as dificuldades que a vida nos coloca. Quando queremos conseguimos superar. Quando estamos decididos somos capazes de vencer, desde as mais simples barreiras até as maiores, como foi com o craque.

Isso sempre me aconteceu. Apesar da felicidade enorme que tenho em minha vida, sempre encontrei superações a serem vencidas, a serem realizadas. Por isso sigo aqui, feliz pelas superações que tive e por tudo o que tenho conseguido. Lu, apesar da temática ser do Corinthians (que você odeia, hehehe), a mensagem é pra nós. Consegui vencer muito do que pensava não ser capaz e agora estamos aqui, a dois passos do paraíso. Obrigado por compartilhar a vitória que sinto neste momento. Beijo pra você.

Retrato deste momento... alegre mais que a contento

Duas da manhã, olhos ardendo, Skank nos fones de meu iPod, ventilador ligado no fraco, luz do quarto acesa, cama servindo de apoio espacial para o macbook e meu corpo, iogurte de morango com soja aberto (esperando pra ser comido) e muita alegria no rosto, no peito e no corpo todo. A alma, então, está a mil, explodindo de energias positivas. Assim estou agora, enquanto escrevo o post.

Tenho vivido momentos especiais em minha vida, desde o começo de janeiro, quando inesperadamente recebi uma visita no MSN que mudou tudo, ou várias coisas. Desde então, descobri meus limites, ou melhor, descobri que eles são maiores que eu imaginava antes. Descobri que a alegria bate sim à nossa porta, e quando a gente menos espera. Descobri que definitivamente o sorriso é o melhor dos elixires, que faz com que o sentimento de alegria toma conta de tudo ao nosso redor. E especialmente, que tudo pode acontecer e virar o barco, fazendo-o voltar a navegar.

Me preparo para uma dessas reviravoltas. Recife é um bom lugar, com calor refrescado por uma brisa oceânica (daquelas que enganam e fazem com que o sol queime sem avisar). O cheiro do mar, do iodo, cura todo o mal que se possa ter, e fazer o que gosta pode ser um reforço à cura da distância. Poder passar todo ano o carnaval em Olinda deve ser algo bom, e melhor ainda deve ser decidir não passar, e viajar pra outro canto, como os Andes, de motocicleta (com uma garupa especial) ou pra fazenda do meu avô, com o carro cheio, ainda mais cheio que antes.

Me preparo também para outra reviravolta. Viver sozinho é estranho. Incomoda. Viver acompanhado é sempre bom, pois não nos deixa pensar em besteira, fazer besteira. Mas bom mesmo é viver bem acompanhado, e isso já se tornou possível pra mim. O bem acompanhado tem nome... tem face,... tem brilho... tem calor.... tem atitude..... tem sorriso.... tem sonho (que lindo que es sueñar...como diz Kevin Johansen) e pode concretizar os sonhos. Sempre digo que só se consegue realizar o que se sonha. Toda realização nasce de um sonho... e eu já tenho os meus. Melhor: compartilho estes sonhos com alguém especial, que logicamente também tem nome. Mas ainda é cedo pra divulgar, apesar de já ter sido divulgado.

Fecho os olhos e me lembro do seu brilho no olhar. Estendo as mãos e me recordo de sua pele, de seu calor. Abro os braços e sinto meu corpo sendo envolvido pelos seus. Concentro meus pensamentos em meus lábios e sinto a maciez dos seus nos meus. Acima de tudo isso, fico em silêncio e escuto seus sorrisos, que são lindos e contagiantes. Pronto, estou contagiado. Você pode ser a cura de tudo... e certamente é a causa de muito. Obrigado por lutar comigo contra o lamaçal e em favor da alegria, do calor, de uma paisagem de cartão postal. De onde?? De qualquer lugar, contanto que estejamos juntos.

De quem é esse sorriso? Ou melhor, de quem são esses sorrisos? Sim, eles formam um, como o motivo de tanto sorriso.

Sexta-feira, Março 06, 2009

Nada menos.. nada mais... só realizações

Nada melhor do que estar feliz. Nada é perdido com isso... nada mesmo. Nada menos que viver realizado profissionalmente, familiarmente (como pai, com filhos lindos, né Pedro e Julia?)... e sentimentalmente. Sim, nada menos que tudo isso. Portanto, dedico esse post às realizações que tive, que tenho e que terei. Nada menos que todas elas de uma só vez.

Minha vida sempre foi sonhada como algo livre, estável e ao mesmo tempo desbravadora. Hoje tenho uma vida livre, pois consigo ser 100% quem sou, com meus pontos de vista sendo todos apresentados livremente aos que me rodeiam. No campo da estabilidade sigo bem, pois tenho construído algo que possa me ajudar a sentir e usufruir disso, nem que seja de forma aparente (sim, a estabilidade é algo muito instável para se estabilizar, hehe). Por fim, no campo do desbravamento, como pesquisador estou sempre descobrindo coisas, e muitas destas me levam a desbravar novas culturas e seus lugares pitorescos.

A felicidade tem proporções maiores. Seguir na profissão que eu realmente gosto: jornalista/publicitário/comunicador e ao mesmo tempo professor/pesquisador é algo que me proporciona grandes prazeres na hora em que cumpro meu papel. Poder compartilhar conhecimento é sempre bom, pois ajudamos o próximo a conquistar seus sonhos, como tento conquistar os meus dia-a-dia.

Mas de tudo isso, o mais importante é manter a mente leve... o coração forte e os olhos confortáveis. Para isso, tento ser justo e fazer o bem pelo bem. Somente a sensação de bem estar por fazer o bem justifica o bem. A cobrança é nossa... de nossa consciência. O coração forte também é importante, pois precisamos saber procurar e identificar quando encontramos uma pessoa que mereça nossos sentimentos. Depois de tantas pauladas, depois de tantos calos, sinto que posso ter encontrado. Vivo dia-a-dia para descobrir o que passa, pois sentimento provoca inicialmente uma confusão... um furacão... algumas vezes com espaços meio lamacentos (mas que certamente ficam firmes logo), e por esse motivo sigo neste caminho sem medo do que posso encontrar, tentando me apoiar em pontos firmes (como o sorriso, o carinho, a alegria, os bons momentos), nem que eu tenha que me esticar para conseguir alcançar tais pontos firmes. Tenho conseguido, acho. Por fim, olhos confortáveis significam a possibilidade de mirar as pessoas de frente, olhos nos olhos. Ah, isso eu tenho, e muito.

Bom, encerro lembrando e indicando uma música de um cantor uruguaio que gosto muito, Jorge Drexler. O cara é sensacional e tem músicas bonita e alegres ao mesmo tempo. Fica a dica pra quem ler este post.


nesta foto eu faço algumas das coisas que mais adoro: viajar e estudar.Mas ainda falta amar meus filhos e namorar... deixa pra depois.

Segunda-feira, Março 02, 2009

Sabores da noite fazem a diferença

Acabo de chegar de um jantar num restaurante japonês. Comi um prato delicioso (que obviamente não me recordo o nome) feito de salmão, um molho agridoce e uma casquinha ao redor. Delicioso... comeria mais uns 20, e vieram somente 10 unidades (cinco pra cada um). Bom, o que é bom sempre vem pouquinho, né? Então a quantidade estava correta.

Em seguida, outro prato, desta vez regado a cerveja Heinekein bem gelada. O prato foi um Teppan de peixe St Peters com Shitake. Cacete, que prato delicioso, e foi acompanhado de arroz... também muito saboroso. O prato foi preparado na manteiga e foi magnificamente condimentado, pois o sabor ainda está em meus pensamentos de forma bastante interessantes.

Mas definitivamente, esta noite teve um sabor muito melhor. Ele foi saboreado com muito carinho, e a delícia que fez dela uma noite inesquecível foi a companhia. Sorriso, alegria, conversa, carinho nas mãos, carinho nos braços, carinho nas pernas e carinho no rosto.. nossa, isso é sempre bom, ainda mais quando acompanhado de beijos tranquilos. Esses sabores são insubstituíveis, pois ficam na memória do peito, e estão aqui.

Bom, a postagem é pequena, mas saborosa demais pra mim. Bom demais quando a gente termina algo com jeito de quero mais. Eu quero mais, e muito mais.

Domingo, Março 01, 2009

O que é o amor? Que teorema é esse? Fogo? Lenha? Espelho? Razão? O que é o amor?

Tinha tanta coisa pra escrever aqui no blog hoje... tanta coisa. Poderia falar algo sobre a crise mundial, que está enchendo o saco, e até defender o Lula, que conseguiu, com seus dois mandatos tirar o Brasil da lista de demissões da Volkswagen mundial. Poderia falar sobre a retirada das tropas do Iraque, ou das fortes chuvas que caíram em São Paulo na sexta-feira. Poderia até comentar a hipocrisia que o Jornalismo da TV Globo está cometendo ao apresentar as novas sucursais da península ibérica e do Japão, só falando da crise. Não, hoje resolvi falar sobre algo extremamente subjetivo, mas que está dentro da vida de todos nós: o amor.

intensamente cantado, falado, descrito, criticado, distorcido ou sonhado por muitos artistas (talvez a grande maioria... inclusive de alguns grupos punk), o amor é algo que participa de nossos pensamentos constantemente. Amamos fazer algo, amamos sentir algo, amamos comer algo, amamos algo, enfim, sempre amamos. Mas o que é o amor? Sei lá, mas podemos pedir ajudas pra tentar descobrir.

Para Renato Russo, "o amor é fogo que arde sem doer. É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer". O que é isso?? Bom, se analisarmos nas entrelinhas (ai,ai, apesar dos inúmeros pedidos eu não consigo parar de fazer isso, rs) o cara quer dizer que o amor é uma chama que nos queima, mas excita. Para ele, por mais feridas que se faça, o amor supera tudo. Mas também provoca uma constante insatisfação, pois queremos sempre mais e está sempre doendo.. mesmo que não seja uma dor propriamente dita. Cara louco esse, que ironicamente morreu por amor. Morreu por sentir amor de um jeito errado para alguns hipócritas. Morreu por fazer amor numa época em que a proteção era algo fora da cogitação. Morreu, simplesmente, assim como a morte pode ser para os que vão, e certamente não é para os que ficam.

Já para Rita Lee e Arnaldo Jabor, "amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é pensamento, teorema. Amor é novela sexo é cinema". Ora, dois loucos mesmo pra escreverem tamanha loucura. Mas, caramba, tem como pensar em amor sem ser um pouco louco? Afinal, amor e loucura combinam tanto, né? Sim, combinam. Mas o que os dois dizem com essas frases? Ainda nas entrelinhas (desculpe, Lu, pelas entrelinhas, rs), isso tudo quer dizer que o amor é algo mais sólido, ainda que louco e alegre também. Não se escolhe o amor, apenas o sexo. Amor acontece, de forma natural, e isso não pode ser fruto de julgamentos hipócritas, preconceituosos de uma sociedade que preza o amor, mas não o compreende ou o admira. E enquanto o sexo é algo de normalmente duas horas de duração (um filme longametragem), amor é construído de forma capitular, por capítulos, e a história prossegue enquanto tiver público (neste caso, internamente).

Caramba, tanta gente fala sobre amor. Tem mais? Sim. Nando Reis e sua infinida sabedoria sensível. Em suas palavras belas, "Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu, seu all star azul combina com o meu preto de cano alto. Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço, o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato". Ora, a combinação de duas pessoas que se amam, para ele, é como a combinação perfeita entre dois all stars (aliás, eu tenho dois, por enquanto, nenhum de cano alto ou azul), e se até o homem sabe chegar na lua, como ele ainda não tem o endereço da pessoa que ama?? Inadmissível, para o ex-titã, que ainda acredita ter o tom certo para combinar com a voz da pessoa amada... numa melodia perfeita entre eles. Sim, amor pode ser isso também.

Zeca Baleiro, com sua sensibilidade nordestina pós-moderna, traduz a palavra, ou o sentimento, ou o elixir, enfim, a coisa mágica chamada amor através da combinação de letras e imaginações: "Eu não sei dizer o que quer dizer o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o quê isso quer dizer. Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer o que quer dizer o que vou dizer". E continua: "Se eu digo: Pare!, você não repare no que possa parecer. Se eu digo: Siga!, o que quer que eu diga você não vai entender. Mas se eu digo: Venha!, você traz a lenha pro meu fogo acender". Caramba, isso tudo está mais fácil de compreender, sem as tais entrelinhas que tantas críticas pode vir a receber. O cara mostra que o tal de amor é algo que pode não ter significado algum, ou nenhuma palavra que o traduza. É algo que não se interpreta, mas se sente. O que Zeca Baleiro sabe, no entanto, que as palavras limitadoras pare e siga são sem nexo. J;a a palavra venha, ou seja, sentimento de braços abertos, é o que alimenta o fogo deste sentimento... que queima e arde, mas não dói, com disse lá no comecinho o Renato Russo pelas melodias da banda Legião urbana.

Por fim... preciso terminar essa construção melódica do amor pelas palavras cantadas por Marisa Monte e o ex-titã Arnaldo Antunes, e organizadas por ela e o louco Carlinhos Brown na música Amor, I love You. Para eles, a tradução é simples quando "Deixa eu dizer que te amo, deixa eu pensar em você. Isso me acalma, me acolhe a alma. Isso me ajuda a viver. Hoje contei pras paredes coisas do meu coração. Passeei no tempo, caminhei nas horas, mais do que passo a paixão. É um espelho sem razão. Quer amor, fique aqui". E o trio, que depois seria chamado de "os tribalistas", discute com um trecho a la Arnaldo Antunes, em "Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente. Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas como um corpo ressequido que se estira num banho tépido. Sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente. Cada passo conduzia a um êxtase e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações". Meu, esse trio é foda mesmo. Eles confundem e esclarecem numa mesma música. No começo tudo bem, com uma descrição perfeita da sensação de amor no peito e seus efeitos. Depois, em forma e conto, eles vêm falar que o amor realmente monta e desmonta idéias e sentimentos, e que o êxtase da alma existe, quando a droga (no melhor sentido da palavra) é o amor, o elixir é a lenha que acende o fogo, como disse Zeca Baleiro, ou o teorema descrito por Rita Lee e Arnaldo Jabor. Sim, para eles, isso é o amor.

Continuo sem entender exatamente o que é o amor, mesmo com tantas palavras que mais me aproximam de um literário do que de um jornalista. Se continuar aqui o texto vai embora, pois vou tentar descobrir o que é o amor. Mas estou com um puta sono. Afinal, apesar da coca-cola que resolvi beber hoje, são 3h47 da madrugada e eu ainda não dormi desde que acordei pela manhã. Portanto, resolvi que vou tentar descobrir o que é o amor vivendo-o. Será que terei ajuda pra isso? É o que eu quero, e pretendo sair em busca de tal resposta logo. Muito logo, por sinal.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Bella encanta minha noite e me prepara para bons sonhos

Em alguns dias a ansiedade por algo que desconhecemos toma conta e o sono não vem. Isso acaba de acontecer comigo, ou aconteceu a algumas horas e estou no final deste ciclo de ansiedade e insônia. Assisti ao filme Vôo United 93 e em seguida resolvi embalar na sessão pipoca, ainda que o cardápio desta noite tenha sido huevos rancheros e cerveja Quilmes (um litro bem geladinha). A obra que me alegrou a noite se chama Bella.

Trata-se de uma produção mista entre EUA e México. Um jovem jogador de futebol em plena fama encara um percalço e acaba abandonando a carreira. Mexicano, José vive em Miami, e depois disso muda-se para Nova Iorque, onde se transforma em um cozinheiro. Neste tempo conhece Nina, uma jovem norte-americana que está grávida e é despedida do restaurante em que trabalha (do irmão de José) porque chega atrasada. Então começa a história.

Bella é um filme de amor, cultura mexicana e alegria, apesar das tristezas que acompanham os personagens principais em suas lembranças do passado. E Bella é a mensagem que a obra passa, através do comando do diretor Alejandro Gomes Monteverde e suas bellas escolhas de cenário e fotografia, neste lançamento de 2006.

O mais legal é que pensei o dia todo, e falei, com alguém que sempre é chamada de LINDA. Curioso.. esta obra tem muito dela, e ainda por cima se parece com ela, que também é BELLA. Afinal, sueñar no cuesta nada.

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Kevin Johansen me lembra tanta coisa

Estava com insônia em casa, digitando no escuro em meu quarto. Resolvi escutar músicas, que passaram desde Titãs até Kevin Johansen. Ao chegar neste músico meio argentino, nascido no Alasca, que conheci através de uma amiga espanhola que tenho, me lembrei destas noites de carnaval. Resolvi dedicar esse post e essa música a uma pessoa especial. Espero que continue sempre assim, especial.

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Professores, de Carlos Gerbase, é uma aula completa que não deveria faltar

Quando comecei a escrever este post me indaguei de algo fundamental: o blog se chama Ojosenelmundo e propõe falar em especial de cinema. Ao invés disso, escrevo sobre um livro, um maravilhoso livro que me acompanha há alguns meses e que agora o enxerguei com outros olhos. A obra se chama Professores, do jornalista Carlos Gerbase, e foi um presente de meu querido amigo Jefferson Barcelos, na condição de repassar a obra para outros amigos. Claro que passarei, mas de forma seletiva, sempre, pois somente alguns possuem sensibilidade para compreender o que acontece, e quais as mensagens que o autor constrói em sua literária e rica sopa de letrinhas.

Mas o que me faz querer escrever sobre este livro neste blog? O que ele tem de tão especial? O que ele tem a ver com este blog? Muito de tudo isso. O livro é fruto de uma miscigenação de idéias anarquistas, um pouco da essência de um jornalista nato, mesmo que este não atue em redações, onde aparentemente a justiça social ocorre, de fato. Não, ser jornalista não é somente atuar em redações, e muito menos define isso como ponto fundamental. Ser jornalista é lutar por um mundo melhor, mais digno, justo e libertário, onde todos tem direitos e deveres iguais e podem desfrutar destes direitos e deveres com tranqüilidade e respeito ao próximo. Isso é dito no livro, em seus últimos capítulos, de forma tão eficaz que levarei as idéias de Gerbase em minhas lembranças cotidianas.

Tá bom, Carlos Gerbase faz tudo isso em 496 páginas. Mas quem é Carlos Gerbase? O autor da obra é um jornalista e cineasta (o que transforma o livro, de certa forma, num produto comunicacional perfeito para este blog) que durante preciosos anos integrou uma das mais legais bandas punk do Rio Grande do Sul – Os Replicantes – e hoje é professor (na verdade, desde os tempos da banda punk) da PUCRS. Mas só isso? Não. A obra descreve uma ou muitas realidades vividas por professores em seus malucos cotidianos. Para isso, constrói alguns personagens (provavelmente conhecidos por ele, ou ele mesmo) que se vestem de professores de Jornalismo com idéias anarquistas, libertarias e politizadas, com preocupação no coletivo, sempre. Idéias e atitudes das quais compartilho em sua maioria.

Em meio ao romance, que também se parece com uma crônica, Maximiliano (ou Gerbase) convive com situações divididas entre Silvana, Fátima, Joana, Isabel e Lílian, nomes femininos que dão ar da graça em meio às palavras esculpidas nas páginas amarelas da obra. Nomes que poderiam ser substituídos por Bianca, Rita, Ursula, Nadia e Andréa, pois o enredo seria de certa forma o mesmo, com as mesmas energias e os mesmos significados, que em alguns momentos mais confundem que esclarecem.

Complemento este post deixando claro que a maior das significações desta releitura foi chegar à conclusão de que, diferente de Maximiliano, eu termino sem as decisões fortemente definidas pelo personagem. Não decido nada do que ele decide no final, mas decido uma coisa: gostaria de decidir, e estou a um passo de tais decisões. Preciso, no entanto, de um pouco de coragem e uma dose dupla de desprendimento adicionado a um pouco mais de rebeldia. Ao conhecer Maximiliano, descobri que sou até um pouco tranqüilo, e que as pessoas que me chamam de anarquista dizem isso porque não conhecem o Max, até porque ele provavelmente não exista.

Concluo, enfim, que meu papel na sociedade é o que eu considerava ser correto mesmo. Meu papel como jornalista continua ser o de somar forças aos grupos marginalizados. O mesmo ocorre com o meu papel de pesquisador, o que justifica meus estudos sobre folkcomunicação, quando minha linha de pesquisa é sobre linguagem, novas tecnologias e audiovisual. Por fim, descubro que meu papel de professor está no caminho correto: o de dar o que eu puder de meu sangue e minha energia para somar na construção de profissionais com maior preparo para ajudar na luta da qual eu faço parte, que é a de transformar o Planeta Terra num mundo melhor, mesmo com a questionável, porém necessariamente aceitável, opinião que eu tenho sobre a criação do universo, e seu suposto criador.

Gerbase em um de seus cantos criativos, em meio a fitas de vídeo e livros.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Eu despedi o meu patrão desde o meu primeiro emprego

Zeca Baleiro é uma figura especial. O cara cria uma música que tem no refrão um conceito meio anarquista, que considera a falta da liberdade algo incômodo ao extremo, mesmo se tratando de um trabalho. Claro que o mundo é feito de trabalhos, de chefes, e nem sempre uma submissão ao comando superior no trabalho significa falta de liberdade. Aliás, os melhores chefes são, na verdade, organizadores de energias, e não aplicadores de penas.

Mas nem sempre as pessoas podem conviver com uma chefia, até porque em alguns casos não existe chefia porque não há emprego. Na semana passada, em Madri, capital de um país que registra atualmente uma taxa de desemprego de 16% da população, ocorreu uma manifestação de certa forma louvável. Nela, mais de uma centena de pessoas que vivem da venda de produtos piratas pediam para que tal prática deixasse de ser um crime de cárcere, passando somente a ser motivo e pagamento de multa. Na Espanha, um ambulante vendedor de produtos piratas pode ser preso por mais de quarenta dias, onde acabam desenvolvendo outros crimes, estes muito mais nocivos à sociedade.

Na manifestação, diversos artistas apoiavam a luta, que levava como grito "se deixar de vender, o que vou comer?". Na verdade, o país vive um momento de crise que preocupa até setores mais otimistas, como a educação. Na Espanha, agora virou prática alugar quartos até então vazios, ou ocupados por familiares, para se preparar para a crise. Universidades reduzem investimentos e todos falam sobre o tema. Será que justifica penalizar com prisão pessoas que sustentam suas famílias com a venda de produtos piratas? Não creio, ainda que a pirataria seja nociva à sociedade e à economia. Bom, tomara que eles consigam continuar vendendo sem risco de prisão. Como diria Zeca Baleiro, "eu despedi o meu patrão desde o meu primeiro emprego". Estes cidadãos gostariam de ter um patrão, e certamente não o demitiriam.


Foto: www.kaosenlared.net

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Aires inesquecibles desde Madrid

Um dia me perguntaram: "Denis, você gosta de viajar em congressos que te pagam bons hotéis?" Eu respondi que prefiro hostales, e obviamente não acreditaram. Mas eu estava falando a verdade, e ainda estou... continuo preferindo isso, pois em hostales existe um enorme calor humano, coisa que não se vê e vive em hotéis luxuosos, como os que fiquei hospedado nas viagens que fiz à Colômbia no ano passado.

Por exemplo, estou aqui escrevendo este texto na recepção do hostal Las Musas, que me hospedei em Madri durante esta semana. Ao meu lado, um copo de sangria oferecida gratuitamente aos hóspedes desta noite por um turista norte-americano. Ao meu lado, um brasileiro que está loucamente mandando mensagens em seu celular comprado por aqui para falar mais barato com as meninas da cidade, ou do país. Do outro lado, uma argentina que está bebendo vinho (se chama Victoria) e atrás do balcão um argentino que cuida de um dos turnos do hostal (Arturo). No salão de jantar um rock tocando, todas as mesas cheias de gente e muitas vozes, de diversos idiomas, como grego, alemão, italiano, francês e até.... até português (do Brasil, que é mais legal ainda).

Na hora de dormir, beliches decoram o quarto e algumas vezes pessoas bêbadas chegam e tropeçam em tudo, mas isso é meio raro. Aqui, todos se respeitam, curiosamente. Isso me faz acreditar mais no anarquismo (sim, sou anarquista, graças a Deus, hehe), onde todos têm direitos e deveres iguais, e a liberdade impera entre as pessoas. Com tanta liberdade e falta e comando único, como seria possível manter a paz e a ordem? Aqui há ordem, e paz (mesmo que algumas vezes alguém seja capaz de roubar uma Coca-cola cheia, com o nome do dono gravado em seu rótulo).

Bom, essa será minha última noite neste hostal. Pretendo seguir para um espaço meu quando voltar a Madri, em agosto/setembro. Foi bom ter vindo desta vez, ainda que os passeios foram mais escassos que os das outras vezes. O bom mesmo é caminhar pelas ruas da cidade, tranquilo, despreocupado, como farei em poucos segundos. Sim, sairei para me despedir da Plaza Mayor daqui a pouco... respirar suas luzes, pisar em seus confortáveis pisos e babar (eu sempre babo) na energia que o local me oferece, numa atraente troca cósmica. Como eu queria poder compartilhar este momento com uma pessoa em especial, que existe. Feliz "dia dos Namorados" pra vc, que sabe do que yo estoy hablando. Dia dos namorados?? Sim, os espanhóis comemoram a data no dia 14 de fevereiro.

Sábado, Janeiro 24, 2009

O sol brilha diariamente, e é bom sentir seu calor

Algumas vezes o dia fica meio nublado, os caminhos obscuros e o destino confuso. Mas, de repente, tudo pode mudar de tal forma que a claridade se torna algo presente, de todos os pontos-de-vista. E tal claridade pode vir de um sorriso, de possibilidades ou mesmo de alegrias.

Isso me aconteceu na tarde de hoje. Estava com caminhos definidos, mas uma lacuna muito forte existia numa parte pulsante de meu corpo. Até que o teclado me abriu caminhos e o monitor clareou possibilidades. e em meio a palavras curtas e comunicação rápida descobri que o sol voltou a brilhar.

Como dizia Renato Russo ao lado do Flavio Venturini, "mais é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sà, espera que o sol já vem". Nossa, ele veio. Viajou um oceano inteiro, e deve brilhar de verdade na semana que vem. Escrevi pouco, mas o suficiente pra dizer que estou feliz. Muito feliz.

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Em ritmo de recomeço, voltarei ao México neste ano

Sim, minha vida é um constante recomeço, apoiado em persistência e força de vontade. Mas isso não é de hoje. Em 2005, por exemplo, me esforcei pra mandar um trabalho a um congresso no México que falava sobre minha atual pesquisa de doutorado. O artigo foi aceito e eu apresentei, na condição de formando, meu primeiro artigo internacional, em portunhol.

Quatro anos se passaram e muita coisa mudou em minha vida, exceto a minha força de vontade e meu amor pelo México. Mas uma agradável surpresa me chegou na manhã de hoje, em meu email: um convite para coordenar a Mesa de Trabalho 4, Aldeias Digitais, Comunidades Cibernéticas e Interatividade, da VII Bienal Íbero-americana de Comunicação, que será realizada na cidade de Chiuahua, México, em setembro deste ano. Para mim, um convite que significa muito mesmo, pois quatro anos depois eu volto ao México em um estágio bem acima do anterior, agora como coordenador de GT e em minha área.

Mas ir ao México significa mais. Significa voltar a abraçar uma cultura que está diretamente ligada à minha personalidade. Por isso estou tão convencido de que isto é um prêmio do destino ao meu recomeço, e sinto que estou realmente recomeçando algo. Vou trabalhar de forma intensa para que este GT tenha uma excelente participação e que tudo corra bem. Farei novos contatos e serei premiado com o financiamento de toda a minha viagem às terras mexicanas do congresso, o que é ainda melhor.

Deixo aqui o link do site do congresso para quem quiser visitar, e agradeço de antemão ao professor José Manuel de Pablos, quem me indicou, ao professor Javier Contreras, quem definiu meu nome, e ao professor Manuel Arana, quem enviou o convite na manhã de hoje.

Veja o site do congresso, clicando aqui.

Domingo, Janeiro 18, 2009

Comigo e com Benjamin Button a vida é um constante recomeçar

Acabo de chegar do cinema, onde fui assistir ao filme "O curioso caso de Benjamin Button". A minha ida ao cinema foi definida entre a própria história, que fui assistir na sexta, mas o projetor estava com problemas, e o shom de uma banda cover dos Ramones. Uau, a escolha foi difícil, mas valeu a pena.

Na ohra, o personagem vivido por Brad Pitt faz uma alusão a algo que tenho pensado instistentemente nos últimos meses, e que já falei um dia numa banca de TCC à qual fui convidado: o que é o tempo??? Bom, o tempo é algo que define, quantifica nossa vida na terra. Mas o que é viver com o tempo?? É ser escravo dessa quantificação, deixando de lado a qualificação deste tempo.

Certa vez, meus filhos me disseram, ao serem questionados por mim com relação ao tempo que vivemos juntos (sim, eles moram longe, atualmente): eles me disseram que sou extremamente presente, que sou o melhor pai do mundo, que estou sempre com eles, sempre que posso estar, e que isso é o que importa. O que mais importa, pra eles, é que o tempo em que estamos juntos seja maravilhoso. Eu faço o possível, sempre.

O quesito tempo nem sempre é bom. Algumas vezes em minha vida, vivendo uma saudade de alguém especial, quis viver um tempo maravilhoso... o que não aconteceu. Nem sempre as pessoas querem viver intensamente o tempo que temos. Outras pessoas se prendem ao tempo cronológico que vivemos e deixam de viver intensamente a vida por uma cobrança da sociedade, que hipocritamente define os padrões "normais" a serem seguidos. Pois é, eu não me prendo em nada nestes padrões, e por isso sou feliz como sou.

Mas o que ficou claro na obra é que estamos sempre prontos a recomeçar a vida. Chegam a falar do infinito, algo que acredito, e tenho tatuado em meu corpo. Acredito que a felicidade não tem limites, assim como o tempo. O nosso pode não ter, se pensarmos assim, pois será sempre uma renovação o que vivemos, até o final do nosso tempo. Mas também faço uma relação ao que acredito como vida: um espiral, onde sempre estamos prontos, preparados a recomeçar com alegria. Por isso, sempre me preparo para o melhor, como Benjamin Button tentou viver, sempre esperando um novo raio do nascer do sol.

Hoje no cinema algo aconteceu com minha espiral. Numa tarde de encontros conhecidos (Tia Ana Claudia, Paula Melani e Silvio Cecchi foram alguns deles) conheci acidentalmente algo que surgiu ao meu lado, e numa coincidente realidade segue caminhos parecidos com os meus. Foi divertido, e curioso. Eu continuo acreditando em minha espiral, e caminho por ela diariamente.

Sábado, Janeiro 17, 2009

Uma homenagem a um passado que não volta mais

Como todo passado, este não volta mais. Porém, não voltará nem parecido, pois minha vida seguiu por um rumo em que a equitação e a vida rural não combinam nada com ela. Além disso, o cavalo em que estou montado morreu, o que impede totalmente de voltar neste tempo. Ele se chamava Tambo Rey,um anglo-argentino importado e campeão brasileiro de adestramento, mas que saltava muito bem.

O Tambo, como era chamado carinhosamente por mim, entrou em minha vida como parte de pagamento de outro cavalo maravilhoso que tive, o PV Barbante, um anglo-árabe que foi vendido para o Centro Hípico Santos-São Vicente, entre as duas cidades litorâneas. Então, fiquei com o gigante negro por pouco menos de um ano, quando o vendi. Fatalmente, meses depois, o gigante campeão morreu por problemas alimentares.

Fica aqui uma homenagem a algo que nunca voltarei a fazer: a saltar 1,3 metros com este gigante, que poderia ser chamado de Hummer se fosse um jipe, ou Harley Davison se fosse uma motocicleta. Talvez por isso eu não queira mais um Hummer ou uma Harley Davison, pois eu já tive uma em forma de cavalo, e estou satisfeito com as lembranças que tenho.

O Tambo Rey passava os obstáculos como se estivesse coçando as costas. Inesquecível.

Novos ares para 2009-2010

"Estamos indo de volta pra casa". Frase que termina uma música do Legião Urbana que eu gosto muito, mas que nunca pensei cantar com tanta energia e alívio. Os cinco anos em que vivi na cidade de Ribeirão Preto serão inesquecíveis, de forma positiva na maioria das vezes. Fui muito bem recebido, e seria um gosto enorme voltar um dia. Mas a vida pede mudanças, e mudarei.

Sim, a partir do final da semana que vem meu endereço será na cidade de São José dos Campos, onde moram meus filhos e minha família. Viver com eles será muito bom, depois de cinco anos de distância. Para isso, organizei minha vida, permitindo que tudo continue como está, mas com o endereço fixo em São José dos Campos. Continuarei viajando entre São José dos Campos e Ribeirão Preto, mas agora com o descanso junto aos meus filhos, a minha família agora.

Fiz amigos aqui na cidade, não somente calorosa no clima, mas também na hospitalidade. Amigos que continuam amigos, agora com menos frequência que antes. Em compensação, pretendo retomar amizades que ficaram pra trás com o tempo, como as cervejas com o Luciano e o Mé, os papos cabeça com o Ricardo Dosan, ou mesmo as risadas com a Lidiani e as loucuras da Mariana. Sair com meus irmãos constantemente também será uma grande diversão, com as risadas da Lara e do Eduardo, a proximidade do Marcos e da Raquel, o fanatismo do Yvo e a adoção ao verde da Isabela (eu também virei vegetariano, minha irmã, apesar de ser corinthiano, hehe). Somente a Juliana e o Rodrigo estão longe, mas podem vir de vez em quando. Será divertido. Com certeza, mais do que ficar sozinho em minha casa.

Serão seis meses novos, curtos e de preferência relâmpagos. Acho, inclusive, que serão. Pretendo embarcar pra Madrid no finalzinho de julho, ou primeira semana de agosto, retornando no final de janeiro. O resultado da beca sai até o final de maio, mas eu vou me preparar pra tudo bem antes, claro. Na verdade, está tudo preparado. Cartas da Espanha, do Brasil, certificado DELE, enfim, tudo no ar, e n pasta. Minha retaguarda também está sendo completada, apesar de já existir algo pra me segurar bem. Além disso, 1100 Euros por mês não são muita coisa, mas o suficiente pra viver num quarto alugado e com moderação. Com a ajuda de meus amigos queridos Concha Mateos e José Manuel de Pablos, dentre outros, poderei me acertar por lá com tranquilidade, certamente. Passeio??? Ah, de vez em quando. Compra? Sim, na hora de voltar, ou no momento em que o frio estonteante bater. Se bem que tenho roupas que servirão e outras que terei que comprar, como a segunda pele pra Machu Picchu.

Falando em Machu Picchu, em julho uma viagem de despedida com meus filhos. Vamos fazer a viagem dos meus sonhos e será também a dos sonhos deles, certamente. Será inesquecível pra todos nós. Pretendo sair no dia 08 de SJCampos, chegar em Porto Alegre na manhã do dia 09, passear e dormir na cidade pra embarcar no dia seguinte, 10/07, logo de madrugada pra Lima - Peru, onde ficamos por alguns dias antes de seguir para Cuzco de ônibus. Será uma deliciosa aventura, e já estamos nos preparando pra essa inesquecível aventura em família. Já imagino os sorrisos e os olhares do Pedro e da Julia ao avistar os Andes da janela do avião, ou ao chegar no topo da cidade de pedra, Machu Picchu, um ponto onde certamente eu fui apresentado à Pachamama aos três anos de idade.

Enquanto isso, me preparo para o que acontece por aqui. O primeiro semestre será movimentado, com congressos a participar, artigos a escrever e sonhos a realizar. Vou vivendo day-by-day, como dizia um querido amigo que tive no passado. Claro , a frase não é dele, mas é um clichê interessante. Como eue falava isso o tempo todo, fica pra ele a homenagem.

O Lago Titicaca visto da janela do avião é um espetáculo viciante e inesquecível.

Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

Expectativas para 20/01

Caramba, o dia 20 de janeiro marcou minha vida... de forma intensa. Em 2001, numa noite do dia 20 de janeiro resolvi ir a uma balada rock and roll, Creedence Cover. Sai de lá com um projeto de viagem de aventura. E me aventurei neste caminho. Engraçado, pois tudo aconteceu num momento sem muitas esperanças presentes em minha personalidade.

Agora, oito anos depois, novos acontecimentos circundam esta data. Com uma maturidade diferente daquele momento, de minha vida e aventuras prestes a acontecer, desta vez em outras terras, espero ansioso pela chegada deste dia que numerlcamente se iguala ao dia em que casei, só que no mês de dezembro. Muito engraçada essa brincadeira com um número que de verdade, é simpático para mim. Queria chegar aos vinte anos... o número vinte é o que mais gostei de aprender no inglês. No francês, a contagem é de vinte em vinte, assim como a quilometragem dos velocímetros. A nota que mais gosto é de 20 reais... apesar da preferência por 20 euros. Bom, o número 20 pode significar algo.

Mas o que mais importa é a alegria que tudo isso me traz. Vivo um momento especial, particular, pessoal, de verdade apaixonado pela minha vida. Isso está relacionado ao número vinte, mas também ao número 36, ao número 7, ao número 10, ao 28, ao 04.. a tantos outros números... como se a matemática fosse meu forte. Não é. A única coisa que sei contar de verdade é história, e o cálculo que sei fazer de fato é o de caracteres, com ou sem espaços. Mesmo assim, tenho um fascínio pela engenharia, pelas exatas, ainda mais quando esta seja impregnada por gostos gastronômicos ou sejam acompanhados de um lindo caminhar pela fé de Santiago de Compostela. Quem sabe seja essa a fé que eu preciso descobrir para acreditar em algo além do bem e do mal que existem dentro de todos nós. Só o tempo e a vida dirá.

Mas para isso terei de saltar de um precipício com elásticos nos pés...e torcer para que a volta seja melhor que a ida. Acredito que será, e por isso saltarei em breve. Talvez já tenha iniciado o salto, mas o mergulho deste salto tem a ver com o número 20, certamente. Boa viagem.

Domingo, Janeiro 11, 2009

Escuridão? Pode ser uma luz em seu processo de nascimento

Viver em meio ao silêncio é algo que me incomoda. Odeio o silêncio, a paradeira, o estar acompanhado de peças, e não de pessoas. Por isso, desde que me conheço, trabalho com gente. Gosto de estar rodeado de pessoas, de conversar, de encontrar, de abraçar. O calor humano faz parte do alimento pra minha alma, e a música pode ser uma excelente companheira quando o silêncio e a ausência se aproximam.

Hoje é dia 11 de janeiro de 2009. Uau, no dia 20 de janeiro de 2001 conheci uma pessoa que iria mudar a minha vida em seguida. E mudou. Essa pessoa fez parte de momentos importantes, bons ou ruis, mas importantes, e ainda faz parte de vários outros. A cada atitude que vou tomar, que tomo ou deixo de tomar, me recordo de suas palavras. Não recordo muito de seu sorriso, pois há tempos não o via, mas gostaria de ver brilhando de novo tal traço sentimental. Faz bem à alma sorrir, e seria um grande presente mirar tal paisagem.

Mas a realidade é diferente. Hoje estou aqui, despedaçando para reconstruir. Minhas marcas de vida se transformaram em tatuagens, meus sonhos agora são com meus filhos (algo concreto, inclusive) e os momentos que quero ter são rodeados de pessoas que possam compartilhar comigo a realidade em que vivo, seja ela boa ou ruim. Pessoas que ou possuem os mesmos sonhos, ou aceitam e possuem os seus. Pessoas que não prometam ou esperem muito. Quero voar, quero viver a vida, com o mesmo respeito que sempre me acompanhou, talvez pela educação que recebi, ou então pela personalidade que me acompanha, e me acompanha fortemente. Por isso, vou vivendo.

Escuto Ziggy Marley neste momento. Preciso dar uma mudada em minha rotina. Necessito de novos horizontes, novas coisas por fazer. Voltarei em breve, provavelmente, a trilhar caminhos na terra a bordo de um jipe. Sim, sentir a natureza é algo que me fará bem pra reconstruir os meus sonhos, eu sinto isso. Viver momentos de liberdade natural é uma condição que alimentará o meu viver, e a música é uma perfeita companhia para tudo isso. Desta forma, não ocuparei minha mente com coisas sem motivo algum, como uma cerveja gelada ou a busca pelo que não deve ser encontrado.

O ano de 2009 promete ser radicalmente importante pra mim. Sinto que novas paisagens surgirão, possibilidades farão parte de minha vida e a companhia de minha família verdadeira, meus filhos, será importante neste processo. É por eles que faço o que faço, e farei o que farei. É com eles que quero usufruir tudo o que me espera, ou parte de tudo isso. Por eles eu faço o que for preciso, como sempre fiz, e respeito muito quem toma tal atitude.

Pretendo encontrar alguém para compartilhar a outra metade. Terá de ser uma pessoa especial, como todas que passaram em minha vida. Existe esta pessoa, certamente. Espero que a encontre antes que o silêncio, a solidão e a falta de um abraço me apertem a alma a ponto de me perder neste rumo que a vida pretende me levar.

Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

Duas novas... pra sempre.

Hoje tatuei as duas primeiras do ano.... esperadas faz tempo. Doeu um pouco, mas amei ter novas no corpo. Quando eu tiver coragem e vontade farei a Pachamama. Enquanto isso, compartilho aqui as duas novas crianças companheiras.


Essa foi pintada nas costas, abaixo da nuca, onde a camiseta esconde.


Infinitamente significativa essa tatuagem pra mim.

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

Perspectivas de recomeço para 2009

Um novo ano chega e novas esperanças o acompanha. Com ares andinos, latino-americanos, começo o ano de 2009 repleto de esperanças. Não sei se tais esperanças são alimentadas por uma real energia positiva ou por uma necessidade de apagar o ano que passou, que foi marcado por cicatrizes fortes e sofridas, mas que está cheio de esperanças, ah, isso está.

O ano começa com mudanças. Depois de cinco anos vivendo em Ribeirão Preto retorno a São José dos Campos, numa tentativa de recomeçar e de me dedicar um pouco mais aos meus filhos e ao Doutorado que realizo na Universidade Metodista de São Paulo, apesar de continuar viajando para a terra do mar verde. Vou morar no apartamento de minha avó, temporariamente, pois não permanecerei no mesmo, até porque tenho planos além das fronteiras brasileiras. Vai ser um reajuste. Viver na casa de alguém não será fácil, mas estou ciente das vantagens de tal iniciativa.

Outra novidade para 2009 será uma viagem de férias com meu filho para o Peru em julho, de mais ou menos 12 dias. Iremos de São José dos Campos a Porto Alegre de ônibus, de onde sairemos de avião até Lima (Peru) com escala em Buenos Aires e Santiago do Chile. Será um vôo emocionante, certamente. Ficaremos na capital peruana por dois ou três dias no hostel Iquique e sairemos de ônibus novamente até a cidade de Cuzco, no altiplano andino, onde permaneceremos por aproximadamente cinco dias. Neste período, iremos a Machu Picchu. Eu irei às ruínas depois de 33 anos, e ele pela primeira vez. Será emocionante para ambos, certamente. Voltaremos a Lima, onde permaneceremos por dois dias, e voaremos de novo a São Paulo, desta vez num vôo direto.

Os preparativos já começaram. Se tudo der certo, sairmos em 10 de julho e voltaremos por volta do dia 22. Quem sabe a minha princesinha Julia vai conosco. Será ainda mais emocionante, se ela quiser se aventurar por lá também. Do contrário, faremos outra viagem juntos no futuro. É só juntar milhas novamente.

Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

Uma mensagem para o dia de hoje

Esta é a mensagem que posso compartilhar com todos que visitam este querido cantinho. É uma versão de uma música do John Lennon produzida por pessoas de diversos cantos do mundo e mostra que podemos ter união, paz e sintonia entre todos os povos.

Sábado, Novembro 29, 2008

Pachamama, de Mercedes Sosa



Pachamama

Yo soy la noche, la mañana
Yo soy el fuego, fuego en la oscuridad
Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad

Vientos del alma envueltos en llamas
Suenan las voces de la quebrada
Traigo la tierra en mil colores
Como un racimo lleno de flores
Traigo la luna con su rocío
Traigo palabras con el sonido y luz de tu destino

Yo soy la noche, la mañana
Yo soy el fuego, fuego en la oscuridad
Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad
Yo soy el cielo, la inmensidad
Yo soy la tierra, madre de la eternidad
Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad

Hoy vuelvo en coplas a tu camino
Juntando eco de torbellinos
Traigo las huellas de los amores
Antigua raza y rostro de cobre
Traigo la luna con su rocío
Traigo palabras con el sonido y luz de tu destino

Yo soy la noche, la mañana
Yo soy el fuego, fuego en la oscuridad
Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad
Yo soy el cielo, la inmensidad
Yo soy la tierra, madre de la eternidad
Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad

Yo soy la noche, la mañana
Yo soy el fuego, fuego en la oscuridad
Soy pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad
Yo soy el cielo, la inmensidad
Yo soy la tierra, madre de la eternidad

Soy Pachamama, soy tu verdad
Yo soy el canto, viento de la libertad

Viento Del Alma - Mercedes Sosa

Descubri la Pachamama en mi vida

Para la región andina, es una diosa Pachamama, la Madre Tierra. La palabra "Pacha" originalmente significa universo, mundo, lugar, tiempo, mientras que "Mama" significa madre. Es el generador de la abundancia y de todo lo que existe en la tierra. Es la vida, las estaciones, el la fecundidad, es el ciclo de vida, la muerte, de renacimiento.

El primero de agosto es el día en que, en esta ocasión, la Andina hacer sus ofertas. Por lo general, son las ofertas compuesta de estofado, y enterrados cerca de la casa. También es la oferta de hoja de coca, tabaco, cerveza o chicha, vino, dulce a los alimentos y dar las gracias a la Madre Tierra.

Pachamama a la leyenda que aparece a los hombres como un viejo y poco señorita. Los extranjeros que, según la leyenda, nunca dejará de volver a la Cordillera de los Andes.

Conexión con la gran madre, es conectarse con la abundancia y la alegría de la vida.


Esta es mi Pachamama, de mi espalda


Esta puede ser la Pachamama de un cuerpo especial

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Outras mais de Extremadura





Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Músicas de Cárceres (Extremadura)

Me gusta conocer un poco de la cultura de Extremadura. Si, es muy hermoso saber lo que pasa por allá.



Terça-feira, Outubro 21, 2008

Un vídeo latinoamericano

Esto es un documental producido por un grupo de alumnas de Bogotá. Creo que es interesante para nosotros conocermos la producción de ellas. Felicitaciones Carol Peñuela, que por cierto tiene un futuro en la comunicación, y a sus amigas. Es una obra de las mejores que pudo conocer hecha por alumnos de comunicación. Felicitaciones mismo, por todo de la obra, desde la discusión hasta la calidad de la producción.

Domingo, Outubro 19, 2008

A banda do Jeff

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

Agora chega...

Pois é, quando falei que faria tatuagem decidi fazer três. Foram anos pensando sobre qual desenho fazer, e neste tempo escolhi três fundamentais. Qual foi a opcão? SIm, fazer as três. Mas para ter certeza comecei com a menor e mais importante, que representa meus filhos. Depois viriam as outras duas, e vieram juntas.

Na sexta-feira passada resolvi tatuar um espiral, que significa a minha vida, como eu a vivo. Em meio a tantos recomeços, é através do espiral que eu consigo levantar a cada tombo. É com a certeza de que o dia seguinte poerá ser melhor que eu consigo algumas vezes terminar um dia difícil com a mesma alegria que comecei. Nem sempre é possível, mas na maioria das vezes isso acontece. Então, fui ao tatuador Leli (A Velha Escola) e pedi a ele que marcasse meu braço esquerdo com o espiral. Ele marcou.

Ainda faltava uma tatuagem, e resolvi fazê-la hoje, depois de sonhar com o desenho. Sim, queria o mapa da América Latina mas não sabia como ele deveria ser. Tenho o desenho original há mais de dois anos mas estava achando sem graça. Então, resolvi negativá-lo, colocando um mapa vasado dentro de um círculo preto. Fui lá, abri o estúdio e sentei por duas horas enquanto ele marcava minha pele.

A loucura por tatuagem acaba aqui. Essa última doeu muito, e além disso não quero virar um gibi. Tenho poucas páginas e as marcas que coloquei nelas são eternas em minha vida, tanto nos sonhos como no corpo.





Ilusiones...

Si, de nuevo vivo ilusiones. Soy loco en realidad, pues fue dormir casi 4 de la noche (es decir, hoy por la mañana, casi) y a las 6h45 desperté sin saber porque. Ahora sé, pues tenía que hacer una llamada internacional por Skype. Creo que es una transferencia de energia entre Madrid y Ribeirão Preto. Solo es esto que puedo imaginar, pues no tengo nada por hacer ahora. Mi nueva tatuaje voy hacer después de las 10 de la mañana.

Como dice, vivo mi ilusión de nuevo, pero ahora con mieo de sentir esto. Algunas cosas creo que no cambiarán, como el deseo de embebedarme con el latinismo. Creo que voy al México estudiar mi dctorado, como dice, y, claro, las tatuajes tampoco van cambiar, ni las que tengo y ni la que voy hacer. Está decidido. Pero mis ilusiones personales cambiaran después de la llamada de ahorita.

No sé si estoy contente, o se tiengo miedo de sentir alegría. Sé, contudo, que quiero salir por la calle y vivir, respirar, mirar el sol e creer que la vida es la mejor cosa que una persona puede tener. Y andar por la vida es la mejor cosa que se puede hacer. "Dime si tu quisieras andar conmigo... cuentame si quisieras andar conmigo" (Julieta Venegas, Andar conmigo)

Insônia...

Não deveria estar aqui, escrevendo. Na verdade, deveria dormir, pois amanhã é um novo dia, cheio de coisas para fazer, artigo para escrever, enfim, uma nova semana para respirar.

Mas não consigo. A onda do mar veio até aqui e derrubou meu castelo, que era de areia. Sim, a onda levou para o fundo do mar. Estou cansado de montar castelos, de tentar, tentar e tentar. Resolvi que agora sigo sozinho em meu caminho. Sabe aquele tipo solteirão? Sim, esse é o novo Denis, com sua mochila e suas idéias na cabeça. Não estou disposto a tentar de novo, ao menos agora ou nos próximos dez anos.

Também acabo de cambiar meus sonhos acadêmicos. Decidi que vou me embebedar de América Latina. Voltarei aos meus sonhos anteriores (Mëxico) e me dedicarei a levar aos rincões latino-americanos o que sei, o que descobri e o que ainda vou descobrir. Afinal, é esse o sangue que tenho. Um sangue exageradamente latino, mas não demasiadamente exagerado.

Amanhã é um novo dia (ou melhor, hoje é um novo dia, pois passam das 24 horas e estou teclando isso em plena segunda-feira, madrugada). VOu tatuar meu terceiro símbolo de vida. O primeiro significa meus filhos (o que tenho de mais valioso). O segundo desenho significa a minha vida (um eterno espiral, cheio de recomeçares) e o de amanhã significa as minhas ambições (a América Latina, como um todo). Amanhã, Leli, é contigo. O desenho eu já defini, mas a arte é sua.

Obrigado, Alfredo, Elena, Estér, Catalina, Martha, Jefferson e todos os outros que torceram por mim e por minha felicidade, pelo encontro de alguém. Desisto aqui desta procura e sigo sozinho nesta caminhada. Acho que será mais leve, tranquila e desimpedida. "Que lástima, pero adiós, me despido de ti y me voy", como disse Julieta Venegas na música postada abaixo das tatuagens. Não estou preparado para reviver os sofrimentos que as cicatrizes de um coração compartido podem oferecer.